SNBA – NEWSLETTER INTERVALO PARA O CONHECIMENTO

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Intervalo para o Conhecimento apresentação - XIII

18 Novembro 

18h30

Process – The performance of matter

João Abreu Valente

Master in Contextual Design

Design Academy Eindhoven

Hoje, mais do que nunca, vivemos numa sociedade que está constantemente a abrir portas para questionar o tempo em que vivemos. Este comportamento pós-moderno é o resultado de uma visão individualista na forma como cada um de nós entende a realidade contemporânea. Como pano de fundo a modernidade líquida de Zygmunt Bauman acredita que os indivíduos já não vivem segundo um comportamento linear e passaram a ser nómadas na sua própria vida, tornando-se assim criadores do seu próprio caminho que é construído sobre uma rede múltipla de possibilidades.

O digital enquanto ideologia contemporânea encaixa-se perfeitamente neste comportamento “liquido” do ser. A imaterialidade que lhe é característica tem a capacidade de reduzir os objectos à forma elementar de um quadrado. A dimensão imaterial do ecrã transformou para sempre o contexto em que vivemos ao gerar um sentimento de alienação humana. Estamos cada vez mais a entrar dentro de um “quadrado” que não entendemos.

Vilém Flusser, no livro The Shape of Things, tem uma abordagem interessante sobre esta problemática, onde sugere que o conceito de fábrica do futuro seja também um lugar de aprendizagem para assim se desenvolverem novas perspectivas de como o mundo é produzido. Interessa-me essencialmente este conceito de métodos de produção através do seu potencial educativo e de como isto pode ser aplicado no campo do design, como podem os processos de transformação ser pensados segundo o ponto de vista funcional.

Para uma melhor compreensão do mundo físico, o design deve utilizar o digital como uma ferramenta tanto funcional como educativa e não apenas como um resultado final, de forma a ligar de novo o objecto com ele mesmo e assim o objecto com o utilizador.

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apresentação - XIV

19 Novembro 

18h30

If you don’t know me, you don’t have the right to ignore me. Encounters with otherness, between art and anthropology.

Catarina Vasconcelos

MA Visual Communication

Royal College of Art

Querida Nélia,

Ainda não consegui escrever a introdução para a tese. Tenho um problema com introduções porque elas são feitas para iluminarem as pessoas sobre aquilo que vão ler, e eu sinto-me tão imersa nisto que qualquer tipo de ‘luz’ parece distante e impossível!

Acho que devia dizer-te que isto é tudo acerca de encontros. E se calhar devia começar com o encontro que me fez nascer em 1986. Ele tinha 26 e ela queria ser socióloga. Ele era professor no Instituto de Acção Social e ela era aluna dele. O encontro dos meus pais aconteceu em 1986.

Iniciei a ideia para esta tese à volta do tema de arte e comunidade. Mas durante a minha pesquisa percebi que não só este conceito era redutor, como não englobava aquilo em que estava realmente interessada: a ideia do encontro entre a arte e pessoa(s). Ao focar-me no termo ‘Comunidade’, senti que isto me levaria obrigatoriamente para artistas que trabalham com grupos de pessoas.

Assim fundei para mim própria a ideia de “encontro da arte com o(s) outro(s)” ou “encontro-da-arte-com-o(s)-outro(s)-que-não-é-artista-e-que-por-essa-razão-não-pertence-à-tribo-dos-artistas”. E finalmente cheguei a uma palavra: outridade. E desta palavra cheguei à questão que me guiou por entre este processo: Porque é que os artistas estão interessados em trabalhar com o outro? E desta questão, outras questões surgiram: O que é que este encontro trás aos artistas e aqueles que se envolvem neste processo? As pessoas estão interessadas neste encontro? E onde é que se iniciou esta necessidade dos artistas trabalharem com pessoas? Onde é que este fascínio com o ‘desconhecido’ começou?

‘Se não me conheces não tens o direito de me ignorar’ é uma tese entre arte e antropologia, entre a necessidade do outro e a forma como este nos faz conhecer melhor nós próprios. É uma tese de encontros pessoais, familiares e estranhos.

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Projecto Sociedade

O ciclo Intervalo para o Conhecimento, parte do conjunto de exposições e programas públicos Projecto Sociedade, pretende promover a divulgação e debate sobre o conhecimento produzido dentro da academia nas áreas artísticas ao convidar criadores e investigadores a (re)apresentarem as suas teses de mestrado e doutoramento num lugar e contexto não académico, plural e aberto à discussão e à partilha de ideias. Há mais de um século que a Sociedade Nacional de Belas-Artes é esse lugar.

Todas as segundas e terças-feiras, entre as 18h30 e as 19h30 é hora de Intervalo para o Conhecimento. A entrada é livre.

Se já tiver concluído/defendido a sua tese de mestrado ou doutoramento em qualquer área artística, numa universidade ou instituto politécnico em Portugal ou no estrangeiro, venha apresentá-la à Sociedade Nacional de Belas-Artes.

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA JANEIRO E FEVEREIRO 2014!
*NOVO HORÁRIO: 19H-20H*

É só escolher um dia livre no calendário de apresentações disponível em snba.pt e inscrever-se, através do email projectosociedade@snba.pt.
Quem reservar primeiro assegura a data de apresentação.

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APRESENTAÇÕES SEGUINTES

apresentação - XV

Joaquim Lopes. Questões de estilo em torno da obra do pintor.
Teresa Campos dos SantosMestrado em História da Arte Portuguesa
Faculdade de Letras, Universidade do Porto

25 de Novembro
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apresentação - XVI

Escultura Pública na Cidade de Lisboa (1974-2004)José Pedro Rangel dos Santos Regatão

Doutoramento em Belas Artes – Arte Pública

Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa

26 Novembro + info

apresentação - XVII

O Design de Embalagem em Portugal no Século XX – Do funcional ao simbólico: O estudo de caso da Saboaria e Perfumaria ConfiançaNuno Coelho

Doutoramento em Arte Contemporânea

Colégio das Artes, Universidade de Coimbra

02 Dezembro + info

apresentação - XVIII

O lugar da memória na estação mais movimentada do mundo. Shinjuku, cidade de TóquioHugo Maia

Mestrado Integrado em Arquitectura

Faculdade de Arquitectura, Universidade de Lisboa

03 Dezembro + info

apresentação - XIX

Gárgulas: representações do feio e do grotesco em contexto português – séculos XIII a XVICatarina Fernandes Barreira

Doutoramento em Belas Artes

Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa

09 Dezembro + info

apresentação - XX

Desenhos de Luz e Tempo
Sara Antunes Prata Dias da CostaMestrado em Desenho
Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa

16 de Dezembro + info

apresentação - XXI

Discursos e práticas hipertextuais: a mudança de paradigma no pensamento contemporâneo sobre a construção da memória colectiva 

Ana Teresa Ascensão

Mestrado em Ciências da Comunicação, especialização ‘Comunicação e Artes’

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa

17 de Dezembro  + info

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