Nota prévia:
Para ouvir os temas de Lucília do Carmo, há que aceder à página
http://nossaradio.blogspot.pt/2013/11/celebrando-lucilia-do-carmo.html
e clicar nos respectivos “play áudio/vídeo”.
Lucília do Carmo faleceu a 19 de Novembro de 1998. Oportunidade para o nosso blogue a homenagear apresentando uma mão-cheia dos mais belos espécimes do seu repertório.
Contentamento
Letra e música: Mário Moniz Pereira
Intérprete: Lucília do Carmo* (in LP “Recordações”, Decca/VC,
1972; CD “Maria Madalena”, col. Caravela, EMI-VC, 1997)
[instrumental]
Nem tu podes saber, sou tão diferente
Nos minutos que estou ao pé de ti:
Todo o meu ser desperta e me sorri,
Sinto a vida a correr tão docemente.
E sou feliz,
Sorridente, apaixonada,
Porque te quis,
Porque te quero e mais nada.
Só peço a Deus
Que te conserve a meu lado,
Porque assim este meu fado
Nunca terá um adeus.
E não quero mais nada, estou contente;
Esqueço tudo aquilo que perdi
E fico à tua beira sempre ali
Enquanto a minha sina me consente.
E sou feliz,
Sorridente, apaixonada,
Porque te quis,
Porque me queres e mais nada.
Só peço a Deus
Que te conserve a meu lado,
Porque assim este meu fado
Nunca terá um adeus.
[instrumental]
Só peço que a Deus
Que te conserve a meu lado,
Porque assim este meu fado
Nunca terá um adeus.
* Conjunto de Guitarras de Raul Nery
Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d’Arcos, em Novembro de
1971
Técnico de som – Hugo Ribeiro
Pequenas Felicidades
Letra e música: Mário Moniz Pereira
Intérprete: Lucília do Carmo* (in LP “Recordações”, Decca/VC,
1972; 2LP/CD “O Melhor de Lucília do Carmo”, EMI-VC, 1990; CD “Fado
em Tom Maior”, EMI-VC, 1995; CD “O Melhor de Lucília do Carmo”,
Valentim de Carvalho/Iplay, 2008)
O nosso amor são pequenas felicidades,
São sorrisos, são tristezas,
Algumas leviandades
E também muitas certezas;
Cresce sempre, nunca cansa,
Tudo nele são verdades:
É certeza, não é esperança,
Não tem lugar p’ra maldades.
O nosso amor são pequenas felicidades,
São sorrisos, são tristezas,
Algumas leviandades
E também muitas certezas;
Aumenta todos os dias
Desde manhã ao sol-pôr,
Aquece as noites mais frias:
Enfim, é o nosso amor.
O nosso amor são pequenas felicidades
São sorrisos, são tristezas,
Algumas leviandades
E também muitas certezas;
Um dia tem de morrer
E muitos virão depois:
Quando isto suceder
Já cá não estamos os dois.
[instrumental]
Quando isto suceder
Já cá não estamos os dois.
* Conjunto de Guitarras de Raul Nery
Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d’Arcos, em Novembro de
1971
Técnico de som – Hugo Ribeiro
Leio em Teus Olhos
Letra e música: Mário Moniz Pereira
Intérprete: Lucília do Carmo* (in LP “Recordações”, Decca/VC,
1972; 2LP/CD “O Melhor de Lucília do Carmo”, EMI-VC, 1990; CD
“Fado em Tom Maior”, EMI-VC, 1995; CD “Lucília do Carmo”,
col. Biografias do Fado, EMI-VC, 1998; CD “O Melhor de Lucília do
Carmo”, Valentim de Carvalho/Iplay, 2008)
[instrumental]
Leio em teus olhos
Que o nosso amor está cansado
Leio em teu olhos
Recordações do passado
Leio em teus olhos
Que já não sou nesta hora
O que fui p’ra ti outrora
Leio em teus olhos
O amor de alguém
É inconstante
Logo que ele vem
Vai num instante
Vê lá se o teu
Não está já muito diferente
Continua igual ao meu
Como ele era antigamente
Leio em teus olhos
Que o nosso amor está cansado
Leio em teus olhos
Recordações do passado
Leio em teus olhos
Que já não sou nesta hora
O que fui p’ra ti outrora
Leio em teus olhos
[instrumental]
Leio em teus olhos
Que já não sou nesta hora
O que fui p’ra ti outrora
Leio em teus olhos
* Conjunto de Guitarras de Raul Nery
Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d’Arcos, em Novembro de
1971
Técnico de som – Hugo Ribeiro
Quem Pode Viver Contente?
Letra: Gabriel de Oliveira
Música: Francisco Viana (Fado Vianinha)
Intérprete: Lucília do Carmo* (in EP “Foi na Travessa da
Palha”, Decca/VC, 1958; 2LP/CD “O Melhor de Lucília do Carmo”,
EMI-VC, 1990)
[instrumental]
De noite e dia a penar
Quem pode viver contente?
Não sabes o que é gostar
De quem não gosta da gente.
Não sabes, tenho a certeza,
Mal de amores avaliar,
Nem vês a minha tristeza
De noite e dia a penar.
Mal pensava que vivia
Conjugando o verbo amar
Quando a brincar te dizia:
“Não sabes o que é gostar.”
Na vida por Deus imposta
Há tortura transcendente:
É sofrer porque se gosta
De quem não gosta da gente.
* Francisco Carvalhinho – guitarra portuguesa
Martinho d’Assunção – viola
Gravado no Teatro Taborda, Costa do Castelo (Lisboa), em Junho de 1958
Técnico de som – Hugo Ribeiro
Não Me Conformo
Letra e música: Mário Moniz Pereira
Intérprete: Lucília do Carmo* (in LP “Recordações”, Decca/VC,
1972; 2LP/CD “O Melhor de Lucília do Carmo”, EMI-VC, 1990; CD “O
Melhor de Lucília do Carmo”, Valentim de Carvalho/Iplay, 2008)
[instrumental]
Não sei como pudeste descansar
Noutros braços, sabendo que estou triste;
Nem um remorso só te faz lembrar
O que te dei e tu retribuíste.
Mas como, santo Deus, tudo apagado
Nesse teu coração descontrolado?!
Sabendo tu, que o meu se queimaria
Numa saudade viva dia-a-dia.
Bem sei que todo o bem tem sempre um fim…
Mas não, não me conformo assim!
Entre nós dois estão sempre de permeio
Doces recordações a que me agarro
Na estante o livro que deixaste em meio,
No meu cinzeiro o último cigarro.
O lenço que me deste nos meus anos,
Mortalha doutros tantos desenganos,
Onde guardo o que resta desse adeus
Que os teus olhos trocaram com os meus.
Bem sei que todo o bem tem sempre um fim…
Mas não, não me conformo assim!
[instrumental]
Bem sei que todo o bem tem sempre um fim…
Mas não, não me conformo assim!
* Conjunto de Guitarras de Raul Nery
Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d’Arcos, em Novembro de
1971
Técnico de som – Hugo Ribeiro
(Continua)
