Nota prévia:
Para ouvir os temas de Lucília do Carmo, há que aceder à página
http://nossaradio.blogspot.pt/2013/11/celebrando-lucilia-do-carmo.html
e clicar nos respectivos “play áudio/vídeo”.
Lucília do Carmo faleceu a 19 de Novembro de 1998. Oportunidade para o nosso blogue a homenagear apresentando uma mão-cheia dos mais belos espécimes do seu repertório.
Preciso de Te Ver
Letra: Vasco de Lima Couto
Música: José Joaquim Cavalheiro Júnior (Fado Menor do Porto)
Intérprete: Lucília do Carmo* (in LP “Recordações”, Decca/VC,
1972; CD “Maria Madalena”, col. Caravela, EMI-VC, 1997)
Eu preciso de te ver,
Ausente amor sem razão,
Para te mostrar as sombras
Do quarto da solidão.
Eu preciso de te ver
Para fugir deste frio
Que voa dentro de mim
Como as gaivotas no rio.
Eu preciso de te ver
Para afastar esta saudade
Que já começa a vestir
O tempo da minha idade.
Como ganhei a coragem
Da areia a beber a espuma,
Eu preciso de te ver
Mais uma vez, só mais uma.
* Fernando Freitas e António Chainho – guitarras portuguesas
José Maria Nóbrega e Orlando Silva – violas
Raul Silva – viola baixo
Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d’Arcos
Técnico de som – Hugo Ribeiro
Vou Lá Ter
Letra e música: Mário Moniz Pereira
Intérprete: Lucília do Carmo* (in LP “Lucília do Carmo”,
Trova, 1978, reed. Fatum/UPAV, 1992, Universal, 2003)
Partiste, tudo na vida tem fim
Sempre disse cá p’ra mim
Que isto iria acontecer
Partiste, mas a culpa não foi minha
Foi da vida que caminha
Muito depressa a correr
Partiste, foi-se o amor, veio a amizade
Esta nova realidade
Não quiseste compreender
Agora, prefiro ser a ternura
Que estando só é mais pura
Que estando triste não chora
Sem ti, é mais fácil eu saber
Que a vida está por viver
E que ainda não morri
Partiste p’ra longe da minha vista
Pode ser que assim resista
À tentação de te ver
Partiste, continua sempre em frente
E não voltes de repente
Que te vais arrepender
Partiste, por favor não voltes mais
Mas não digas p’ra onde vais
Se não queres que eu vá lá ter
Agora, prefiro ser a ternura
Que estando só é mais pura
Que estando triste não chora
Sem ti é mais fácil eu saber
Que a vida está por viver
E que ainda não morri
[instrumental]
Partiste, por favor não voltes mais
Mas não digas p’ra onde vais
Se não queres que eu vá lá ter
* António Chainho – 1.ª e 2.ª guitarras portuguesas
Martinho d’Assunção – viola
José Maria Nóbrega – viola baixo
Técnico de som – José Manuel Fortes
Mistura – Luís Alcobia
Verdades Que a Noite Encobre
Letra: Matos Maia
Música: Armando Augusto Freire, vulgo Armandinho
Intérprete: Lucília do Carmo* (in EP “Verdades Que a Noite
Encobre”, Decca, 1968; 2LP/CD “O Melhor de Lucília do Carmo”,
EMI-VC, 1990; CD “O Melhor de Lucília do Carmo”, Valentim de
Carvalho/Iplay, 2008)
Madrugada sem luar
Onde o meu pobre cantar
É uma estrela escondida;
Noites perdidas de fado
Onde canto o meu passado,
Onde me sinto perdida.
Ando assim em penitência
Recordando a tua ausência,
Sofrendo a cada momento;
Ando morrendo na vida,
Pois a tua imagem querida
É o meu maior tormento.
Verdades que a noite encobre
Neste soluço tão pobre
Que finge toda uma vida:
Riso, pranto, agonia,
Pois é assim o meu dia
Depois da tua partida.
* Francisco Carvalhinho e Ilídio dos Santos – guitarras portuguesas
Orlando Silva – viola
Liberto Conde – viola baixo
Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d’Arcos, em Junho de 1968
Técnico de som – Hugo Ribeiro
