A. M. Pires Cabral publica “Língua Charra – Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro” – por Inês Figueiras

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A. M. Pires Cabral uma recolha de vocabulário popular trasmontano e alto-duriense Língua Charra – Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro, obra monumental, com quase 23 mil entradas, distribuídas por 2 volumes, num total de 1184 páginas Será apresentada amanhã, quarta-feira, 11 de Dezembro, pelas 19:00 horas, na Biblioteca Municipal Palácio Galveias, em Lisboa, por Ernesto Rodrigues, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Inês Figueiras fala-nos sobre este trabalho e sobre o seu autor.

Imagem1Fruto de três décadas de trabalho, este dicionário reúne informação dispersa em outras obras, tendo também por base a memória e experiência do autor, nascido em meio rural e desde sempre apaixonado pela linguagem popular. Em Língua Charra – Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro questiona-se a etimologia, faz-se relacionação intervocabular e adicionam-se elementos e comentários que permitem uma melhor compreensão. As entradas são ilustradas com centenas de abonações, retiradas quer de obras literárias, quer do adagiário, cancioneiro, devocionário e romanceiro populares.

 A. M. Pires Cabral nasceu em Chacim, Macedo de Cavaleiros, em 1941.

 A sua actividade literária estende-se pelas áreas da poesia, ficção, teatro, crónica, antologia e ensaio. Estreou-se em 1974, com Algures a Nordeste, tendo publicado mais de 50 obras.

 Recebeu diversos prémios literários: Círculo de Leitores 1983, com Sancirilo; Prémio D. Dinis 2006, com Douro:Imagem2 Pizzicato e Chula e Que Comboio é este; Grande Prémio de Literatura DST 2008, com O Cónego; Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2009, com As têmporas da cinza; Prémio de Poesia do PEN Clube 2009, com Arado; Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco APE / C. M. de Vila Nova de Famalicão 2010, com O porco de Erimanto.

 Homem de raízes rurais, de que muito se orgulha e que muito valoriza, tem procurado dar-lhes voz em numerosos momentos da sua obra, de que uma parte muito significativa tem como referente a identidade cultural trasmontana.

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