Comemora-se hoje o 65º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O primeiro rascunho foi escrito pelo canadiano John Peters Humprhey, recebendo depois o texto contributos de outras pessoas tais como Eleanor Roosevelt. . Em 10 de Dezembro de 1948 a Assembleia Geral da ONU aprovou os seus 30 artigos. Estava ainda muito viva a recordação da 2ª Guerra Mundial, onde todos os princípios básicos da convivência entre seres humanos tinham sido barbaramente violados. Esta declaração universal, a ser respeitada, acabaria imediatamente com quase todos os males que afligem a Humanidade.
Dado que o acesso a todo o seu articulado é fácil, apenas vamos lembrar o artigo 1: «Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e de consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.
A simples observância deste artigo 1, impediria guerras, segregações, confrontos étnicos ou religiosos… Porém, nós, os seres humanos, temos por vezes a cabeça nas estrelas e os pés na lama – somos capazes de idealizar as coisas mais belas que se pode imaginar, como o espírito fraterno que nos levaria a amar o próximo, coisas tão belas como a poesia de Petrarca ou de Shelley, e depois de espezinhar sem contemplações, os belos sentimentos que, como nuvens, nos correm no pensamento, e cometer crimes hediondos como o de Hiroxima ou fabricar pesadelos como os de Auschwitz…