POESIA AO AMANHECER – 342 – por Manuel Simões carlosloures16 de Dezembro de 201315 de Dezembro de 2013Literatura Navegação de artigos PreviousNext SEBASTIÃO ALBA ( 1940 ) SUBÚRBIO ao Rui Nogar e ao Zé Neto Onde há casas menores com portas abertas por sobre os espaços que a luz orna entre as palmeiras e vultos que amanhecem envoltos em lençóis de que a noite suja escorreu a manhã pousa nos pulsos das mulheres que se elevam com ela e meninos negros alteiam-se no flanco das mães de olhos que a esperança já estria Os comerciantes assoam-se de varanda para varanda retribuem devagar a amizade que os meninos trazem para fora das tarefas diárias as luas carcomidas no sítio das fogueiras enfiadas murmuramente em seus colares. (de “O Ritmo do Presságio”) Pseudónimo de Dinis Albano Carneiro Gonçalves. De origem portuguesa, radicou-se em Moçambique nos anos cinquenta. Obra poética: “O Ritmo do Presságio” (1981), “A Noite Dividida” (1983). Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading...