EDITORIAL – OS EMIGRANTES E OS REFUGIADOS – UM LUGAR PARA VIVEREM

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Continuamos às voltas com o problema dos 74 sírios que desembarcaram em Lisboa, vindos da Guiné-Bissau. A tripulação do avião terá sido obrigada a levantar voo com eles a bordo , sob coacção das autoridades da Guiné-Bissau.  Aqui chegados, os sírios   pediram asilo político ao nosso país. Os seus documentos  serão falsos, ao que parece. Anteriormente, tinham viajado de Marrocos para Bissau. As autoridades guineenses terão feito uma detenção relacionada com o caso, de um indivíduo que terá vindo a acompanhar anteriormente o grupo, isto após a semana passada o ministro dos Negócios Estrangeiros do país ter apresentado a sua demissão. Ontem o ministro do Interior seguiu o mesmo exemplo. Entretanto o grupo, que inclui 23 crianças, está a ser acolhido pela Segurança Social portuguesa

Por outro lado, as notícias dizem-nos que o tratamento dado aos imigrantes em Lampedusa é equiparável ao dos campos de concentração. Continua ali, noutros pontos do Mediterrâneo, e em muitos locais o drama dos emigrantes de muitos países em crise, que se poderão também chamar refugiados, com bastante razão. Sobre o que se passa naquela ilha italiana, pode-se ler:

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3593586&seccao=Europa&page=-1

A situação dos sírios já mereceu uma intervenção de Catherine Ashton, Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.  Sobre a situação em Lampedusa pronunciou-se o Presidente da Câmara local, mas será de assinalar que a ilha foi visitada pelo Comissário Europeu Durão Barroso, após a horrível catástrofe de Outubro passado, em que pereceram mais de 300 pessoas.

Fala-se em cumplicidade de elementos das autoridades de vários países com as redes que se encontram por detrás da emigração clandestina. Lamenta-se o arrastar de conflitos que infernizam a vida de povos que são joguete de interesses a que são alheios, na maior parte dos casos. Derrubam-se ditadores, ou tidos como tal, para se levantarem outros, piores ainda. O resultado invariável é uma multidão cada vez maior de pessoas mal tratadas, padecendo de males infindos, das quais algumas, sem dúvida que as mais fortes, procuram sair das suas terras, para encontrarem um lugar melhor para viverem.  Á falta de melhor, demandam as terras da austeridade. Quem lhes acode?

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