CARTA DE VENEZA – 68 – “NELSON MANDELA, O HERÓI DA PAZ“ – por Sílvio Castro

A morte de Nelson Mandela, ocorrida no último 5 de dezembro, causou geral consternação em todo o mundo. Ainda que desde há muito prevista, dada a idade avançada do herói africano 95 anos,, nascido que fora em 18 de julho de 1918, bem como a prolongada infecção pulmonar que o acometera, a morte de Mandela, apenas recebida através das televisões internacionais, a todos comoveu.

As reações dos grandes líderes mundiaisz foram unanimente expressivas em face à grande perda; Toni Blair, ex-primeiro ministro do Reino Unido e por isso mesmo muito afim à história existencial de Mandela que recebeu o nome Nelson na escola de religiosos ingleses por ele frequentada desde menino, saído de sua tribu para melhor aperfeiçoar-se culturalmente na escola dos brancos, Blair declarou que Mandela “era um amigo especial e um leader com um carater extraordinário que teve a capacidade de mudar o mundo. A gente o ricorderá como um exemplo.“  Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, deu realce às demonstrsções de lutador sem ódio do herói africano: “(ele)  Ensinava com o exemplo: não odiava as pessoas, mas o ódio e mostrou o grande poder do perdão. O País persdeu um pai, o mundo um caro amigo.“

Entre os muitos testemunhos de pezar pela perda de Mandela, exaltam-se em modo especicial aqueles de Barack Obama. Talvez ninguém mais do que o presidente americano encontra na fantástica carreira política pela paz encetada por Nelson-Madiba o que levou o mundo a amá-lo tanto quanto a admirá-lo. Aassim como considera que a sua surpreendente eleição para a presidência USA, de 2008 – quando os americanos conseguiram superar um mito negativo secular, aquele do recismo contra os negros, elegeram presidente do país próprio um da raça execrada – muito deve à eleição de Mandela, em 1994, à presidência da África do Sul, o primeiro presidente negro de um país do universo dos brancos. Assim como a reeleição de 2012.

Entre as muitas expressões de admiração para com

o grande herói da paz,, Obama compara Mandela a uma outra grande admiração de sua vida, Lincoln:  “O meu Madiba, Lincoln da África.” A tudo isso acrescente-se a comovente conclusão do presidente USA  ‘”Tinha-se necessidade de um homem como Madiba para libertar não somente o prisioneiro, mas igualmente o carcereiro. Para demonstrar que deves  ter confiança nos outros para que os outros a tenham em relação a t; para ensinar que a reconciliação não significa ignorar um passado cruel, mas enfrentá-lo com a inclusão, a generosidade, a verdade.”  E pars concluir, Obama exclama: “(Mandela) mudou as leis, mas também os corações”.

A identificação sentida para com o herói africano, Barack Obama a enocntra nas mais variadas oportunidades. Uma das mais importantes delas se verifica no dia 10 de dezembro passado, quando das monumentais manifestações diante de mais de 90 presidentes e  chefes de governo de países espalhados por todos os continentes, em tocante homenagem ao herói da paz no estádio que assistiu em 2010 à vitória da seleção da Espanha na Copa do Mundo desejada e assistida como seu último ato público por Nelson Mandela, nesta oportunidade muito especial Obama saúda, com um aperto de mão, o presidente de Cuba, Raul Castro, num gesto não previsto pelo cerimonial americano. Sob o signo de Mandela e diante de seu corpo morto, Obama dá mais um grande sinal de paz, desde há muitso esperado por todo o mundo. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, ao lado de Raul Castro, como o Brasil sempre esteve ao lado de Cuba contra o bloco internacional, sorri feliz com o acontecimento que, talvez, muito em breve fará coletiva a tomada de posição sempre mantida pelos diversos governos brasileiros de todos esses longos anos.

Nelson Mandela deixou o cárcere onde estivera detido por vinte e sete anos no dia 11 de fevereiro de 1990, portanto com mais de 75 anos. Qualquer outro deixaria a prisão para repousar. Tal coisa não acontece com aquele homem maduro, lutador impávido contra toda forma de injustiça. Ele retoma o seu posto no African National Congress, o seu partido de sempre, no qual encetara por anos uma luta armada contra o apartheid por meio da organização secreta criada em seio ao Partido e dirigida por Madeba.  Detido uma primeiro vez por cinco anos, vem preso por uma segunda, em 1964, quando se vê condenado à prisão perpétua.

Neste processo, Mandela, advogado culto e fino orador, defendeu-se numa intervenção que durou 4 horas. Intervenção em que faz uma aguda análise da luta que negros e brancos  sud-africanos encetaram contra a população reacionário que procurava, por todas as maneiras de impor o aparthaid que dizimava a realidade da África do Sul. Concluindo sua excepcional defesa, Mandela proclama a voz alta:

“ Nunca e jamais deverá acontecer que esta esplêndida terra conheça novamente a opressão do homemm pelo homem e sofra a indignidade de ser a vergonha do mundo.“

Finalmemte, em 1990, por um ato do último presidente branco da África do Sul, Frederik  de Klerk, Nelson Mandela vem liberado da prisão. A partir de então, juntamente com o seu amigo-presidente, realiza a luta final contra as injustiças sociaisp rocuradas pelo apartheid e projeta o seu Partido sempre mais para o alto das preferências gerais. São anos de grandes conqjuistas: em 1993, juntamente com Frederik de Klerk, recebe o Prêmio Novel da Paz. No ano seguinte vem eleito presidente da África do Sul, o primeiro negro a alcançar tão alta posição, coroando assim toda uma epopéia pessoal. Sempre claro e incisivo, no seu discurso de posse, entre outras afirmações lapidares, ele diz:

“ O nosso medo mais profundo è de ser poderoso  alèm de todos os limites.“

Diante da tristeza geral de todos os povos e de todos os homens de boa-vontade, no dia 15 de dezzembro de 2013 realizaram-se os solentes funerais de Estaddo daquele que, enobrecendo a sua terra, foi um grande herói da paz em todo o mundo.

 

1 Comment

  1. *Poderia contar muito sobre o terrvel flagelo do apartheid -Madiba encerrou um captulo da Histria Sulafricana -Apenas quero deixar aqui um poster lanado por mim no meu Face -fala pelas minhas convies sobre frica [image: Imagem intercalada 1]*

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