Nestes dias festivos, o mundo de cultura dita cristã é percorrido por um fluxo de sentimentos contraditórios em que o amor pelo próximo se confunde com a auto-piedade e o impulso de partilha e dádiva com o consumo compulsivo e induzido por um marketing feroz. Este universo nebuloso, feito de pulsões de duvidosa limpidez, já não se aguenta com preces, missas ou outras liturgias…
Teólogos e sacerdotes são nos nossos dias tão úteis como os gnomos que enfeitam os pirosos jardins da média burguesia europeia. Anseolíticos, antidepressivos, consultas de psiquiatria, muita televisão – reality shows e sit coms e, sobretudo, muito consumo, são os paliativos para a angústia que a sociedade disfuncional em que vivemos nos mergulha. A mordedura do cão curada com o pêlo do mesmo cão. As igrejas são ornamentos anacrónicos. Os santos são substituídos pela Nike, pela Nokia, pela Adidas… O negócio só não está em decadência porque há no Vaticano quem aplique as poupanças em negócios rendíveis – droga, tráfico de seres humanos, indústria de armamentos… Deus pode dormir descansado. Há quem olhe pelo estaminé…
Ano após ano, desde há muito tempo, erguem-se vozes que tentam desmitificar o falso sentimento de amor pelo próximo que esta quadra diz representar. Entre os crentes, há quem se indigne e sinta ofendido pelo desenfreado comércio que a quadra natalícia desencadeia. Mas há entre os ateus e agnósticos quem recicle o Natal cristão em «dia da Família». E segue a dança – presépios, renas, neve caindo (mesmo em países tropicais), árvores com luzes coloridas… Uma iconografia disparatada, mas que se vai aguentando, ano após ano.
E os que lutam para que o respeito pela Humanidade seja lei durante todos os dias, são derrotados por esta pantomima em que todos, de uma forma ou de outra, somos cúmplices.
Bravíssimo! Merecemos todos essa bela chibatada.
O “bom velhinho” só sabe encher os próprias bolsos com o dinheiro da nossa alienação.
Seria bom que fosse cuidar da prostituição infantil, das mulheres estupradas pelos soldados inimigos,
da crueldade com os animais e do desrespeito à natureza.
Bom seria fazer do de Natal, o dia da conscientização e da luta contra a desigualdade.
abraço solidário.
Bravíssimo! Merecemos todos essa bela chibatada.
O “bom velhinho” só sabe encher os próprias bolsos com o dinheiro da nossa alienação.
Seria bom que fosse cuidar da prostituição infantil, das mulheres estupradas pelos soldados inimigos,
da crueldade com os animais e do desrespeito à natureza.
Bom seria fazer do de Natal, o dia da conscientização e da luta contra a desigualdade.
abraço solidário.