Celebrando a Ronda dos Quatro Caminhos – 18 – por Álvaro José Ferreira

Canção de Janeiro

Letra e música: Popular (Beira Baixa) Arranjo: António Prata Intérprete: Ronda dos Quatro Caminhos* (in 2CD “Alçude”: CD1, Ovação, 2001)

[instrumental]

Esta noite não se dorme,

Vamos cantar as janeiras!

Cheira a cravo, cheira a rosas,

Cheira à flor das laranjeiras.

Aqui mora gente honrada:

É casa dum lavrador

Que tem a mulher bonita

E a filha como uma flor.

[instrumental]

Ó que linda estrela brilha

Além dos lados do Norte!

A esta mui nobre casa

Deus lhe dê uma boa sorte!

Alegrai-vos, companheiros,

Já vejo a luz da candeia!

A filha do lavrador

Vem-nos convidar p’rá ceia!

[instrumental]

* Ronda dos Quatro Caminhos: António Prata – guitarra, bandolim e coros Carlos Barata – acordeão, bandolim, adufe e voz João Oliveira – guitarra e voz solo Mário Peniche – baixo Pedro Fragoso – piano, sintetizador e voz Pedro Pitta Groz – bateria e voz Músicos convidados: Fátima Rodrigues – violino Fernando Araújo – guitarra e coros Inna Rechetnikova – violino solo Grupo Cantares de Évora: Manuel Francisco Serrano, Fernando Costa, Francisco Góis, Maria Jerónima Romana, Idália Silva, António Rosado, Maria Clarisse, António Santos, Marcos Infante, Manuel Caldeira, Bernardino Caeiro, Angélica Caldeira, Domingos Caraça, António Cuco, José Madeira, Henrique Camacho, José Veiga, Carlos Cruz, Joaquim Paixão, Pedro Calado, Joaquim Varela Direcção – Joaquim Soares Produção e direcção musical – António Prata Direcção geral e som de sala – Miguel Salema Som de palco – Miguel Medeiros Gravação – Tim Tim Gravado ao vivo no Teatro Garcia de Resende, Évora, a 24 e 25 de Novembro de 2000 Mistura – Miguel Salema e António Prata, com a colaboração de todos os músicos

Gota de Água

Letra e música: Popular (Alentejo) Orquestração e arranjo: António Prata Intérprete: Ronda dos Quatro Caminhos* & Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento com a Orquestra Sinfónica de Córdoba (in CD “Terra de Abrigo”, Ocarina, 2003)

[instrumental]

Fui à fonte beber água,

Achei um raminho verde;

Quem o perdeu tinha amores,

Quem o achou tinha sede.

Dá-me uma gotinha de água,

Dessa que eu oiço correr!

Entre pedras e pedrinhas

Alguma gota há-de haver.

Alguma gota há-de haver,

Quero molhar a garganta;

Quero cantar como a rola,

Como a rola ninguém canta.

[instrumental]

A água da fonte corre Limpa, clara, fresca e pura: Assim correm os meus olhos Para a tua formosura.

Dá-me uma gotinha de água, Dessa que eu oiço correr! Entre pedras e pedrinhas Alguma gota há-de haver.

Alguma gota há-de haver, Quero molhar a garganta; Quero cantar como a rola, Como a rola ninguém canta.

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