POESIA AO AMANHECER – 372 – por Manuel Simões

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SUKRATO

( 1951 )

INQUIETAÇÃO

Sedento…

fui à taça dos desenganos

e bebi a doce poção das realidades.

Depois de afastada a névoa que me ofuscava a visão…

Pude contemplar com esforçada serenidade

a grande miséria da nossa resignação inconformada.

Já não vejo a vida!

Sinto em mim a revolta da alma

desesperada sede de inovação;

Vejo-me condenado à inquietação

enquanto não se proceder

à desejada promoção.

(de “No Reino de Caliban – 1”)

Poeta cabo-verdiano da “nova geração”. Pseudónimo de Francisco António Tomar, usando igualmente  outro pseudónimo, o de Sukre D’Sal. Colaborou em “Presença Crioula” e “Morabeza.

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