
Ó Salva Vidas, ó Patrão Lopes: em 1882, com 85 anos e já tolhido das pernas, mandas que te amarrem ao leme e ainda tentas socorrer o Lucy, lugre francês. Felizmente o teu filho Quirino António, que estava fora de Paço de Arcos, ouviu o disparo do Forte de S. Julião da Barra e acorre a tempo de te obrigar a passar para a falua e é ele quem, no salva-vidas, efetua o salvamento.
Tomás Ribeiro, o poeta, dedica-te uma quadra:
Quando o Patrão já velho,
ao pé do mar assoma,
só de o encarar, o oceano
se atemoriza e doma.
Em 1885 o poeta e o Marquês da Fronteira, teus amigos, mandam inscrever esses versos numa lápide que é afixada no frontispício da tua casa.
Fazes o balanço da tua vida, dizes:
– Se não me falham as contas, nem a memória, socorri mais de 53 navios e salvei mais de 300 vidas.
