O tema das praxes académicas continua na ordem do dia. Sem novidades. Um enfadonho chover no molhado. Manchetes diárias que não acrescentam nada de novo. Tudo se mantém opaco. Quanto mais se fala e escreve, menos se sabe. É um dos truques dos grande media. Parecem empenhados na busca da verdade. Mas tudo é feito para empatar, velar, esconder, vender. Nada de relevante foi dito, revelado, até agora. E já lá vão várias semanas. Uma coisa é certa: seis jovens estudantes perderam a vida no mar da praia do Meco. No decurso de uma acção da praxe académica da Universidade Lusófona. Quem os matou? Não foi o mar, que o mar não é assassino, por mais que os verdadeiros assassinos tentem convencer-nos disso, para nunca chegarem a ser descobertos. Quem os matou? Esta é a questão central e de fundo. Tudo o mais é poeira que nos atiram aos olhos.
Cabe às entidades oficiais investigar e concluir. É o que se diz, neste tipo de situações. Mas as entidades oficiais são parte no processo. A Máfia que está por trás das praxes académicas tem gente infiltrada em todos os sítios de investigação e de decisão. Ou somos assim tão ingénuos que não enxergamos o tipo de mundo em que nascemos e vivemos? Se este tipo de mundo é do Poder financeiro, as suas Máfias estão em todos os sítios de investigação e de decisão. Só assim se percebe que os seis jovens que perderam a vida no mar da praia do Meco tenham sido, de imediato tratados como vítimas de um lamentável acidente. O mar estava especialmente revolto e engoliu-os vivos. E como ninguém pode levar o mar a tribunal, o assunto morreu, quando o mar, por fim, devolveu os cadáveres (ele é ventre de vida, não é um necrotério e, por isso, vomita os cadáveres e fica com as vidas!), e os pais dos respectivos estudantes fizeram os funerais, no meio da dor, das lágrimas e da cólera cada vez mais mediatizada, como tanto convém às Máfias.
A dor e as lágrimas, mais a cólera dos pais prosseguem, sem quaisquer resultados. Acordaram tarde demais. As provas fundamentais foram destruídas nas horas imediatas ao crime consumado. E o único sobrevivente que se conhece, até agora, mantém-se distante e calado. Arreliadoramente calado. Ele sabe que, no universo das Máfias, aquele que falar, tem logo uma arma a disparar contra a sua cabeça ou o seu coração. E era uma vez um jovem! Em lugar de seis assassinados, serão sete. E os respectivos assassinos continuarão por descobrir e ficam impunes. As mães e os pais deveriam saber isto, quando entregam as filhas, os filhos às universidades. Não são escolas de Sabedoria, como mentirosamente se diz. São escolas de Crime organizado e institucionalizado, ao nível do Saber/Poder. Percamos a ingenuidade política. Não confundamos a realidade das universidades com o manto ideológico com que todas elas se cobrem. As máscaras nunca são a realidade. A realidade está sob as máscaras.
As universidades, privadas e públicas, são escolas do crime organizado e institucionalizado. Convençam-se disto, ou, então, acabamos todas, todos, comidos por elas. Só como escolas do crime é que elas estão aí reconhecidas e em funcionamento. Se o Sistema que gera este tipo de mundo é perverso – é o que os frutos que produz nos mostram/revelam – também são perversas as universidades que ele funda e autoriza. Tudo o que é legal, institucional, é perverso, ou, então, é, depressa, ostracizado, denegrido, assassinado, crucificado, nem que seja só de modo incruento. As universidades, como as religiões e as igrejas cristãs, reconhecidas pelo Sistema que gera este tipo de mundo, são todas outras tantas escolas do crime. Sempre sairão absolvidas. Os seus crimes são transmutados em acções curriculares, são transmutados em ritos litúrgicos de encher o olho, ou sem sacramentos, como o da Confissão. Ou ainda pensam que todos aqueles actos solenes das grandes instituições, cheios de pompa e circunstância, são autênticos? Não vêem que são encenações para impressionar e deixar as mães, os pais que lhes entregam as suas filhas, os seus filhos, sossegados, porque anestesiados?
Acordemos. Há responsáveis morais pelas mortes dos seis jovens estudantes da Lusófona, ocorridas no âmbito das praxes. O mar da praia do Meco não é o responsável. Aquelas seis mortes não foram um mero acidente. São um crime. Mas os próprios criminosos institucionais insistem em dizer que foi um lamentável acidente. Ora, a verdade, neste tipo de mundo, é a das Máfias que estão ao comando de tudo o que é investigação e decisão. Não é a dos assassinados. Nem das suas mães, dos seus pais. Ou mudamos de tipo de mundo, ou somos todos, mesmo ainda vivos, estes seis estudantes da Lusófona, assassinados na praia do Meco, no decurso de um ritual da praxe académica daquela universidade que, como todas as outras, é mais uma escola do crime. Pelo menos, é assim que a realidade se nos desnuda à luz da Fé e da Teologia de Jesus, a vítima maior deste tipo de mundo das Máfias, que ele, lucidamente, pôe a nu, quando o previsível, era que, historicamente, o servisse e o integrasse. A recusa a servi-lo e a integrá-lo, custou-lhe a vida e o bom-nome. Até hoje. Acordemos e mudemos de tipo de mundo. Ou, então, não nos queixemos. Tão pouco, demos espectáculo para as tvs mostrarem e ganharem muito dinheiro.