“No coração da manhã “- poema por Adão Cruz

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Abro a janela de par em par para entrar o rio e o cio do amanhecer

O sol desnuda as telas e as cores que fizeram a noite mergulham no frio das águas fundas do rio

Pelos tectos de penumbra das vidas que vivem na sombra às escondidas da madrugada voam pedaços de nevoeiro e gaivotas bailando

Sobem no ar gemidos e dores vapores desejos e cores das gargantas secas da noite acabada

Retomo os pincéis e a tortura das tintas sem cor e a dor de não conceber a textura onde pintei o amor

Nada mais quero além do sol e do rio e a fecunda sensação de não ter frio

Ilustração: Pormenor de quadro de Adão Cruz

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