ALCUNHA – por Fernando Correia da Silva

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Isto passa-se em Vila Franca de Xira. A minha tia-avó Patricinha é uma velha solteirona, beata, chata e coxa. Um dia cruza-se na escada com o padeiro que subia com a cesta às costas. A velha desequilibra-se. No desespero, lança a mão ao padeiro. Acerta-lhe no pirilau. Ali se firma. Escapa do tombo. O padeiro, coitado, é que vai parar ao hospital. Só tem alta ao fim de um mês.

Ao sair, traz uma alcunha: o Tripé.

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