Ucrânia: a última fronteira – por Octopus

Durante muito tempo   partilhada entre as potência regionais, em 1922 a Ucrânia tornou-se uma das   Repúblicas Soviéticas. Considerada o celeiro da URSS, tornou-se   progressivamente dependente do abastecimento de gás natural da Rússia. Partilhada entre as   suas origens eslavas e o apelo europeu, tornou-se num palco apetecível para   as potências ocidentais para cercar a incómoda Rússia.

É neste contexto que   devemos observar o que realmente se está a passar na Ucrânia.

Estados Unidos

O seu objectivo é   separar a Ucrânia da Rússia  a para isolar. Os Estados Unidos utilizam a   Ucrânia e a União Europeia para os fins para o fim que foi criada: limitar as   eventuais potências europeias e isolar a Rússia.

Polónia

A Polónia, neste momento,   é a aliada previligiada dos Estados Unidos, aproveitando o seu rancor em   relação à França e à Alemanha. Tem todo o interesse em fazer uma aproximação   em relação à Europa para poder reconquistar alguns territórios e influência   perdidos em 1945.

Alemanha

Tem todo o interesse   em “recuperar” a Ucrânia, como o fez em relação à Jugoslávia, além   de ser um mercado económico apetecível.

A Rússia

em muito a perder em   relação à Ucrânia, especialmente em relação à sua situação geo-estratégica   regional, mas em caso de desmantelamento da Ucrânia irá “recuperar”   a zona Este industrializada e a Crimeia.

França

Tem todo o interesse   em criar um eixo franco-russo para a afastar a influência alemã.

Ucrânia

No meio de tudo isto,   o presidente da Ucrânia, apesar do poder oligárquico instalado, teve o   crédito de tentar conciliar as “duas” Ucrânias, a de Leste e a de   Oeste, pressionar a Rússia e a União Europeia. Tinha que assegurar as   exportações para a União Europeia e ao mesmo tempo negociar com os seu   principal fornecedor energético: a Rússia. Foi um dos seus erros: os Estados   Unidos nunca lhe iriam perdoar. Tal como não o fizeram com Noriega, Saddam   Hussein, Chevardnadze, Khadafi,…

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