TESEU E PERIGONA – por Fernando Correia da Silva

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– Perigona! – murmurou ele.

Tremendo, ela colocou os perdigotos no ninho.

 – Não tenhas medo – disse Teseu.

 – És belo! – disse Perigona. – Meu pai te mata,

 – Tens medo?

 – Sim.

 – Porquê?

 – Por ti, por meu pai.

 Perigona deitou-se de bruços e chorou , o rosto oculto entre os braços.

 – Não chores! – disse Teseu acarinhando-lhe as costas por cima da túnica,

 Ela estremeceu sob a carícia. Levantou a cabeça e perguntou suavemente:

– Vens me fazer um filho?

O homem sorriu. Era mais belo, sorrindo. Perigona sorriu também e sentou-se ao lado dele.

– Vens? – perguntou novamente.

– Sim. Tu queres?

– Sim, eu quero um filho. Tenho medo.

Ele desprendeu-lhe a túnica. Seus olhos brilhavam intensamente e Perigona sentiu-se desmaiar.

– És bela! – disse ele.

– E tu és belo, também.

Ela ajoelhou-se e ofereceu-lhe o dorso, passiva.

– Não – disse ele – não assim.

Voltou-a sobre o chão e fê-la sua.

– Sofres? – perguntou ele depois.

– Sim – murmurou Perigona, apertando-o contra a dureza dos seios. – Fica comigo!

Ele libertou-se do amplexo. Ergueu-se e ela admirou-lhe a estatura máscula.

                                                                                                                       In OS LIBERTADORES

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