– Perigona! – murmurou ele.
Tremendo, ela colocou os perdigotos no ninho.
– Não tenhas medo – disse Teseu.
– És belo! – disse Perigona. – Meu pai te mata,
– Tens medo?
– Sim.
– Porquê?
– Por ti, por meu pai.
Perigona deitou-se de bruços e chorou , o rosto oculto entre os braços.
– Não chores! – disse Teseu acarinhando-lhe as costas por cima da túnica,
Ela estremeceu sob a carícia. Levantou a cabeça e perguntou suavemente:
– Vens me fazer um filho?
O homem sorriu. Era mais belo, sorrindo. Perigona sorriu também e sentou-se ao lado dele.
– Vens? – perguntou novamente.
– Sim. Tu queres?
– Sim, eu quero um filho. Tenho medo.
Ele desprendeu-lhe a túnica. Seus olhos brilhavam intensamente e Perigona sentiu-se desmaiar.
– És bela! – disse ele.
– E tu és belo, também.
Ela ajoelhou-se e ofereceu-lhe o dorso, passiva.
– Não – disse ele – não assim.
Voltou-a sobre o chão e fê-la sua.
– Sofres? – perguntou ele depois.
– Sim – murmurou Perigona, apertando-o contra a dureza dos seios. – Fica comigo!
Ele libertou-se do amplexo. Ergueu-se e ela admirou-lhe a estatura máscula.
In OS LIBERTADORES

