A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
O Acordo Ortográfico continua a constituir motivo de desacordo, multiplicando-se as intervenções apaixonadas, alguns exageros e catastrofismos vaticinados para um futuro que, para os acordistas, sem Acordo será o fim do idioma, isolado e remetido para o foro da arqueologia linguística; para os que o condenam, o AO significa uma destruição pura e simples da língua. E no meio não há virtude.
Uma língua falada e com a dispersão que tem o portugês, é uma língua viva e portanto evolui. Adquire novos sons, novos vocábulos e novos significados e sentidos, novas expressões idiomáticas – é normal! Só não vejo necessidade de tornar obsoletas as ortografias nem vejo vantagem em homogeneizar o idioma!
Não adiro à nova ortografia.
Não tenho que dar opinião, mas achei muito melhor esta abertura do que a anterior sobre o mesmo tema, em que também deixei o meu comentário. É interessante: eu concordo com tudo o que diz a Teresa B, mas aderi à nova ortografia. A língua pode perfeitamente adquirir novos sons, vocábulos e sentidos, mas passamos todos a escrever segundo os mesmos princípios.
Isso configura “uma” língua – rica, una mas plural. O acordo veio acabar com o artifício de escrevermos de maneira diferente o que dizemos da mesma forma (por exemplo a palavra ativo) sem deixar de permitir que a escrita represente as nossas diferenças no que realmente interessa, que é a forma como falamos (por exemplo aspeto e aspecto).
Parabéns ao Carlos pela abertura à opinião contrária e à possibilidade de mudança de perspetiva.