A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

E ainda dizem por aí que, pelo menos, no nascer e no morrer, somos todas, todos, iguais. Uma ova! Desiguais, é o que somos. Escandalosamente, desiguais. Há quem nasça em berço de ouro e, depois de morrer, veja o seu cadáver ser sepultado com pompa e circunstância em mausoléus. Ou em panteões, como sucedeu, estes dias, com o cadáver do cardeal patriarca de Lisboa, D. José da Cruz Policarpo. E há quem nasça em currais e, depois de morrer ou ser morto, veja o seu cadáver ser lançado à vala comum, como se faz com todos os “malditos” de Deus, o do poder. O caso de Jesus, o camponês-artesão de Nazaré, o filho de Maria, é paradigmático. Até no nascer e no morrer, os pobres são pobres. Diz-se, e com razão, que os pobres não têm onde cair mortos. E assim é, porque a terra que originalmente é de todos, foi, progressivamente, roubada pelos ricos e hoje já é toda do poder financeiro.