ASTA (ASSOCIAÇÃO DE TEATRO E DE OUTRAS ARTES): “MATA-DOR” – UM GRITO DE REVOLTA CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA por clara castilho

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Continuemos a falar de teatro… a ASTA, estrutura fundada na Covilhã em 2000, tem procurado desde a sua criação, a originalidade e a diferença, tentando alcançar a singularidade na criação, nos métodos e linguagens, reinventado clássicos. Tenta criar formas inovadoras de actuação, pela utilização de novas formas de expressão e das novas tecnologias, consideradas ferramentas de comunicação importantes num campo particularmente rico para a criação artística e cultural.

Nos seus catorze anos de actividade a ASTA concretizou projectos bem sucedidos e com um impacto importante, não só na região onde se encontra sediada, bem como um pouco por todo o país e no estrangeiro (Argentina, Brasil, Venezuela, Costa Rica, Marrocos, Espanha, França, Alemanha, Turquia e Holanda), colocando em cena peças de relevante carácter de intervenção social e marcadas pelas novas linguagens e pela transdisciplinaridade

Trouxe a Sintra a peça MATA-DOR ao Festival Internacional de Artes Performativas, neste mês de Março. Mata-Dor pretende ser um grito de revolta conta a violência doméstica.

Ano após ano o número de vitimas de violência doméstica tem vindo a aumentar, e em mata-dor, pretendemos por a nu este flagelo que alastra a sociedade e percorre todas as classes sociais, não escolhe idades, raças ou religiões.

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O espectáculo, uma mistura do teatro com a dança pretende passar uma imagem bem real do se passa muitas das vezes mesmo ao nosso lado e nem damos conta. Mata-Dor é um espectáculo com uma forte componente visual carregado de simbolismos, pondo a nu esta prática abominável do Homem ao longo dos tempos.

Sem falsos moralismos e sem pudor retratam em palco a realidade de muitas mulheres que são vitimas da brutalidade dos seus companheiros.

Por exemplo, no Brasil, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, realizado em 2013, mostrou que ainda que 63% concordaram, total ou parcialmente, que “casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família” e 89%, somando aqueles que concordaram totalmente e parcialmente, disseram concordar que “a roupa suja deve ser lavada em casa”. O percentual dos que acreditam que “em briga de marido e mulher não se mete a colher” também foi alto: 82%.Ao mesmo tempo, 89% tenderam a discordar da afirmação “um homem pode xingar e gritar com sua própria mulher”. Como se vê, assunto está longe de ser pacífico.

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Sim, a realidade social pode passar para o palco e dele se influenciar a realidade social.

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