POESIA AO AMANHECER – 413 – por Manuel Simões

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SIDÓNIO BETTENCOURT

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            RESPIRO FUNDO NO MAR

            respiro fundo no mar

            aberto

            e sinto o deslizar das palavras

            as bocas alinhadas

            no seio do silêncio

            no desespero apertado

            emancipo

            silhuetas congeladas guindastes

            tabernas passaportes

            gente

            passando aos magotes

            lá longe desnudadas

            parecem abrir asas

            as aves

            com pensamento desfeito

            da calçada

            rebentará o abraço o sonho

            e a seiva correrá

            na ilha com a cor

            do fruto.

             (da antologia “Nove Rumores do Mar”)

 Poeta e jornalista na RDP-Açores. Participou nos volumes colectivos “Nós Palavras” (1979), “Ilha num Cartucho a Cinco Vozes” e “Café com Letras”.

  Depois da antologia dos poetas açorianos, com marcas inequívocas da insularidade, segue-se uma breve antologia dos poetas nascidos ou conotados com a Ilha da Madeira.

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