JOÃO DIONÍSIO
( 1947 )
ASSIM A CIDADE, ASSIM DE ROSTO FRÁGIL
Assim a cidade, assim de rosto frágil.
As crianças aí nos frutos deliciosos
os lábios até ao alto de uma flor.
Sobre. Sobre o mar, fio de emigração,
na rota e no rosto fora do movimento dos lábios.
E eu agora no rosto fresco e picante,
os olhos azuis nos luzidios riscos de aves na cidade.
Até ao alto de uma flor,
ao alto de uma rosa de ouro, na voz.
Assim a cidade, assim o seu rosto frágil.
(de “Poetas Contemporâneos da Ilha da Madeira”)
Inserido em várias antologias como “Poesia 71”, “O Natal na Voz dos Poetas Madeirenses” (1989), “Poet’Arte 90” (1990), “Poesia da Ilha – Olhares Atlânticos” (1991), “Vers’Arte (1991). Publicou os volumes de poesia: “A Cidade de Álea” (1981), “Os Açúcares ou o Ruído do Silêncio (1995), “A Comparação” (1996), “Uma inquestionável distância” (1999), “Os Construtores da Memória” (2000).


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