Já vem de longe assinalar-se este dia. Primeiro com luta e repressão, desde a manifestação de operários em Chicago, em 1886 exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho, ferozmente reprimida pela polícia.
Este dia passou a ser o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta, após aprovação no Congresso Operário Internacional, em Paris, três anos mais tarde.

Em Portugal, só há 40 anos o assinalamos sem repressão patronal e policial.
Sabemos que ainda há muitas razões para que este dia continue a ser de luta.
Mas queria, aqui e agora, lembrar o aumento de desempregados que, para esses, o objectivo será arranjar um emprego, mesmo que seja com mais exploração do que aquela que a lei permite!
As contas de 2013 ainda não estão feitas, mas as de 2012 indicam que em 133mil empresas que iniciaram negócios empregavam, em média, 1,25 trabalhadores, tendo criado, no total, mais 165 mil postos de trabalho. Mas, por outro lado, fecharam 190 mil empresas, que tinham ao serviço uma média de 1,37 pessoas. Perderam-se 95 mil empregos.
E vemos o número de pobres a aumentaram a cada dia, uns francamente fazendo filas para a sopa do dia, outros envergonhados, porque nunca o foram até aqui. Com a falta de verbas para o transporte, faltam a procuras de emprego, a consultas, a idas às escolas. Por falta de verbas não compram medicamentos e acabam por chegar às urgências em pior estado e exigindo maiores cuidados médicos. Por falta de tudo isto, e pela fome, aumenta a depressão, o alcoolismo, a toxicodependência, o suicídio, a falta de paciência e a violência doméstica.
Nesta situação, nem força para se manifestarem têm.

Excelente artigo -elucidadtivo sobre as tramóias deste conjunto polÃtico das maiores estratégias
para defender os poderosos -Maria