Os membros da rede Jornalistas Sem Fronteiras – http://jornalistassemfronteiras.com/ são também eles argonautas, a viagem é o seu meio privilegiado da procura de uma informação junto da realidade, porque nunca é a informação que procura o jornalista, muito menos pronta a servir, muito menos ainda condimentada com recados dos poderes.
Os temas mais recentes do Jornalistas Sem Fronteirashttp://jornalistassemfronteiras.com/ são recorrentes e especialmente mais graves por serem recorrentes.
Martha Ladesic viajou de Nova York a Washington e conduz-nos pelos meandros da aterradora história da tortura praticada pela CIAhttp://jornalistassemfronteiras.com/noticias.php?noticiaid=80, mais inquietante ainda porque as fontes oficiais norte-americanas asseguram que não é tortura aquilo que é tortura e batem-se agora em duelo para que não venha a lume aquilo que vai chegando em fogo lento. Um tema que não ficará por aqui.
Kostas Kazantzakis foi acordado muito cedo na madrugada: nova tragédia com imigranteshttp://jornalistassemfronteiras.com/noticias.php?noticiaid=78, agora no Mar Egeu, no meio das ilhas gregas. E apesar de não ser membro da rede entrou em contacto connosco e informou-nos do que sabia – o que lhe agradecemos do coração embora se trate de uma tragédia a que a União Europeia continua a fazer, cruelmente, vista grossa.
O tema continua a ser a Grécia. Em Bruxelas, Pilar Camacho leu os dados de 2013 da agência de estatísticas do primeiro país a ser submetido à colonização da troika e teve nas mãos a imagem da fatídica austeridadehttp://jornalistassemfronteiras.com/noticias.php?noticiaid=79. O desemprego cresceu, a dívida cresceu, o défice cresceu, o que diminuiu, e muito, foi a riqueza (neste caso a falta dela) produzida pela economia grega – menos 40 mil milhões de euros em três anos. Com os custos sociais que se conhecem, grande tragédia dos nossos dias.
Urszula Borecki e Castro Gomez continuam a palmilhar uma Ucrânia que eles não conhecem quando lhes chega às mãos um jornal de Kiev, de Washington, de Lisboa ou Paris. Ao drama da guerra civil e do levantar da cabeça do fascismo – como a chacina de Odessahttp://jornalistassemfronteiras.com/noticias.php?noticiaid=73 exemplificou – junta-se uma das maiores manipulações de comunicação dos tempos modernos. Sabia-se que havia saudades da guerra fria mas, apesar de tudo, não se supunha que existisse tanta disponibilidade para esconder o fascismo real. Eles, os nossos viajantes, desvendam-na.
Os nossos argonautas continuam em viagem mas há muito mais no Jornalistas SemFronteirashttp://jornalistassemfronteiras.com/ que escapou à brevidade deste roteiro, como é o caso de mais uma burla oficial com a privacidadehttp://jornalistassemfronteiras.com/noticias.php?noticiaid=77 dos cidadãos, neste caso em Londres.
Muito vamos aprender com estes textos, vindo directamente de onde se violam os direitos humanos. Talvez fiquemos mais deprimidos… Mas é a constatação do “mal” que nos impulsiona para a reacção, seja de que forma for, a caminho da mudança. Sem conhecimento é que se vive nas trevas.
Muito vamos aprender com estes textos, vindo directamente de onde se violam os direitos humanos. Talvez fiquemos mais deprimidos… Mas é a constatação do “mal” que nos impulsiona para a reacção, seja de que forma for, a caminho da mudança. Sem conhecimento é que se vive nas trevas.