AUGUSTO DE CAMPOS
( 1931 )
Ferida
fer
ida
sem
ferida
tudo
começa
de novo
a cor
cora
a flor
o ir
vai
o rir
rói
o amor
mói
o céu
cai
a dor
dói
(de “Antologia Noigrandes”, 1962)
Poeta, tradutor e crítico literário. Estreou-se com “O rei menos o reino”, 1951; “O sol por natureza” e “Ad Augustum per Augusta” (“Noigrandes, nº. 1, 1952). Em 1956 foi o iniciador, com Haroldo de Campos, Ferreira Gullar e Décio Pignatari, da poesia concreta. Alguns dos seus poemas, incluídos em “Poetamenos” (1953) e “Pulsar”, foram musicados por Caetano Veloso. E à bossa nova, como à música popular brasileira, Augusto de Campos dedicou o seu “Balanço de Bossa” de 1968. Reuniu a sua obra poética em “Poesia 1949-1979” (1979).

