A Rússia começa a responder às sanções ocidentais – José Goulão e Casro Gomez

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Transcrito de Jornalistas Sem Fronteiras

A Rússia prepara a resposta a sanções impostas pelos Estados Unidos vedando o acesso da indústria espacial norte-americana a meios que utiliza ou compartilha com a estrutura espacial de Moscovo.

Até agora, as sanções impostas pelos Estados Unidos têm afectado sobretudo a actividade espacial europeia, impedida de recorrer a lançadores russos dos seus satélites.

De acordo com declarações do vice-primeiro ministro russo, Dmitry Rogozin, a Rússia pretende terminar com a utilização da estação orbital Soyuz por astronautas norte-americanos. Além disso, a indústria de Moscovo vai deixar de fornecer os motores para foguetões Atlas-5 usados para lançar satélites militares norte-americanos e que são produzidos por uma associação entre a Lockheed e a Boeing.

“Era óbvio que a Rússia iria responder às sanções – e ainda não recorreu à artilharia toda, nem por sombras – confirmando que a União Europeia tem mais a perder do que a ganhar em agitar as relações com Moscovo”, comenta em Bruxelas um alto funcionário do Conselho Europeu.

Em Moscovo são cada vez mais intensas as diligências governamentais e diplomáticas para passar à prática as ideias sobre a chamada “de-dolarização” da economia mundial: a substituição do dólar pelo rublo em operações cambiais mundiais. A Rússia, o espaço euroasiático sob sua influência, a China, Índia e outras economias emergentes têm participado nas discussões sobre o assunto,

Castro Gomez, Moscovo, José Goulão, Bruxelas

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