CINEMA AFRICANO FEMININO – NO ESPAÇO ASSOCIATIVO MOB – RUA DOS ANJOS, 12F – DE 9 A 30 DE MAIO – às sextas-feiras, 21 horas.

Será no  novo espaço Mob – espaço associativo (Rua dos Anjos, n.º 12 F, Intendente), em Lisboa, que decorrerá , no mês de Maio o ciclo “Cinema Africano no Feminino”.

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Sempre às sextas-feiras, às 21 horas, entre os dias 9 e 30,  será exibida uma selecção de filmes que retratam a mulher africana, tanto em África como na diáspora. Sendo quatro as noites, serão quatro os olhares sobre o universo feminino africano.

A 9 de Maio poderá ser visto “Mulheres Africanas – A Rede Invisível” de Carlos Nascimbeni – Brasil , um filme de 2012 .

Projectadas mundialmente e participantes dos principais núcleos de discussão e decisão em seus países e também em organismos internacionais, cinco mulheres são mostradas como sustentáculo da organização política, económica, comunitária e cultural africana por meio da narrativa da atriz Zezé Motta. A moçambicana Graça Machel, ativista política e esposa de Nelson Mandela, a liberiana Leymah Gbowee, vencedora do Prémio Nobel da Paz em 2011, a tanzaniana Mama Sara Masari, a empresária Luísa Diogo, ex-primeira-ministra de Moçambique, e a sul-africana Nadine Gordiner, vencedora do Prémio Nobel de Literatura (1991), contam suas histórias comoventes e envolvem o telespectador em uma profunda reflexão da vida e da actuação da mulher no continente.

A 16 de Maio é a vez deTouki Bouki de Djibril Diop Mambéty do Senegal , um filme de 1966.

Primeiro filme do aclamado realizador senegalês Djibril Diop Mambety, “Touki Bouki” é considerado um clássico do cinema africano. O filme narra as divertidas desventuras de Mory, um vaqueiro que se passeia na sua moto ostentando um crânio bovino, e Anta, uma estudante universitária. Alheados e descontentes com o Senegal, decidem ir para Paris, tentando a todo o custo arranjar dinheiro para a viagem.

Chegados a 23 de Maio, teremosBlack Girl (La Noire de…), um filme de 1966, de Ousmane Sembène do Senegal.

Baseado num caso real narrado no conto homónimo de Sembène, “Black Girl (“La noire de…”, no título original) conta a história de uma jovem senegalesa que vai trabalhar para França com o casal de franceses que a empregava em Dakar. Inicialmente animada com a perspectiva de conhecer a metrópole, Diouana cedo se desilude, notando diferenças no tratamento que os patrões lhe dão. O filme trata de modo único os efeitos do colonialismo, do racismo e dos conflitos trazidos pelas identidades pós-coloniais em África e na Europa.

Para finalizar, a 30 de Maio,  Mother of George, de Andrew Dosunmu, um filme conjunto da Nigéria/USA , já mais recente, do ano passado.

Adenike e Ayodele são um casal nigeriano que vive em Brooklyn, Nova Iorque e está a ter dificuldades para conceber uma criança. Um problema que desafia  as expectativas culturais e leva Adenike a tomar uma decisão que pode salvar ou destruir a sua família.

 

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