EDITORIAL – AS MÚLTIPLAS CARAS DO “BIG-BROTHER”

 

Sabemos que temos a vida controlada por qualquer organismo que o queira logo editorialfazer. Com os cartões multibanco, sabe-se que compras fazemos e onde, que dinheiro levantamos e onde. Com o carro, sabe-se que estradas percorremos. Com os telemóveis sabe-se exactamente em que local nos encontramos e com quem falamos. Pelo facebook sabe-se do que cada um gosta. Pelos comentários, as posições políticas, de quem gostamos, quem criticamos. Se publicamos artigos, como é o caso de um blog, fica para todo o sempre registado o que escrevemos.

Julgávamos que tínhamos liberdade para isso, seria só em caso de sermos “suspeitos” de algum crime grave. Mas parece que não.

Foi divulgado em Londres, pela Vodafone, um estudo sobre a vigilância dos governos às comunicações dos cidadãos. Já existem acções legais contra, pelo menos um governo, o britânico, acusado de vigilância em massa sobre a população.

Por cá, à Vodafone foram pedidos, no ano de 2013,  28.145 pedidos para aceder a dados dos utilizadores, enquanto os números oficiais indicam que em 2012 foram autorizados 13.046 pedidos para fazer escutas telefónicas em Portugal. Na realidade cada pedido pode referir-se a várias pessoas ou números de telefone. E estes números referem-se aos que são com mandato judicial. E, sem estes, só com a “denúncia” várias operadoras se saberá.

A verdade é que volta o sentimento de insegurança. A que tem que corresponder o de continuidade de convicções, firmeza, e luta pelo que se considera digno e justo.

 

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