Kolá San Jon é Festa di Kau Berdi

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Segundo é aceite pela maioria dos investigadores a morna é um género musical que nasceu na ilha da Boa Vista. Espelha sobretudo o sentimento de “Sodade” do povo das ilhas, do amor à terra e às suas origens. Melodiosa, triste e romântica, a morna é geralmente tocada com instrumentos acústicos, o tradicional violão cabo-verdiano, que reproduz nas suas   dolentes sonoridades o sentimento da “Sodade”. É, sem dúvida, o género musical que mais identifica e retrata a vivência do povo cabo-verdiano e da sua condição de emigrante. É o mais emblemático, mas não é o único – há a coladera, o funaná, a mazurca, o batuco e…o kolá san jon.

Tal como o batuco também o kolá san jon terá surgido da mistura entre sons europeus e africanos, com clara influência das festas de romaria – , Santo António, São João e São Pedro onde o tambor evocava a voz trovejante dos santos. Ao rufar do tambor associa-se o silvo dos apitos que vão marcando o ritmo para as dançarinas ou coladeiras. As umbigadas rítmicas aludem ao acto sexual, pois esta dança simboliza o ritual da fertilidade da terra no solestício de Verão.

O conhecido cineasta português Rui Simões realizou um documentário de que apresentamos o trailer – os habitantes do bairro lisboeta do Alto da Cova da Moura, cabo-verdianos na sua maioria, recuperam e põem em acção uma festa tradicional do seu arquipélago de origem, a que dão o nome de KOLÁ SAN JON. No segundo vídeo, alunos do Agrupamento Escolar de Águas Santas, inerpretam uma coreografia onde morna e kolá san jon são bailadas com esmero.

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