POESIA AO AMANHECER – 482 – por Manuel Simões

poesiaamanhecer

DILERCY ADLER

   ( 1950 )

            INJUSTA EXISTÊNCIA ABSURDA

 

            Verseja a tua culpa

            indelével obscura

 

            castiga-te

            e regozija-te por isso

 

            concretiza plena e levianamente

            a expiação da culpa

            a ti imputada

            equivocadamente

 

            ah! Suprema injustiça

            da existência aburda!…

(de “Reflexos…”)

Poetisa e psicóloga brasileira. Presidente da Sociedade de Cultura Latina. Antologiada em “Reflexos da Poesia Contemporânea do Brasil, França, Itália e Portugal” (2000). Da sua obra poética: “Crónicas & Poemas Róseos-Gris” (1991), “Poematizando o Cotidiano ou Pegadas do Imaginário” (1997), “Arte Despida” (1999).

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