Lisboa tem, uma vez mais, o Festival ao Largo: o sexto.
O Largo, claro, é o de São Carlos, fronteiro ao TNSC, que anima as festas.
Os concertos abriram no passado 27 de Junho, comemorando os 70 anos do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Depois dos dias das Zarzuelas e da Banda Sinfónica da GNR, chegou a vez dos Poemas Sinfónicos (Frederico de Freitas, Balakirev, Paul Creston e Richard Strauss).
No dia 4 de Julho lá estava para ouvir e desfrutar. Com o Largo a abarrotar, encostei-me à amurada superior, com vista quase de “galinheiro”, sem imaginar que haveria de aturar os galináceos que pululavam do restaurante Rock in Chiado.
Galifões e galinholas fizeram questão de acampar no exterior do restaurante (que até anuncia ter música ao vivo, pelo que melhore teriam feito em quedar-se nos interiores) e, durante todo o concerto, fazer o estardalhaço necessário a mostrar que a dose de álcool era, pelo menos, proporcional à das hormonas sem controlo.
Bem houve quem lhes pedisse silêncio ou, no mínimo, comedimento sonoro. Qual quê, estavam ali futuros doutores, quiçá líderes de Portugal, e a rua é de todos e aguentem-nos que as nossas conversas, de tão interessantes e profundas, são para ser gritadas aos quatro ventos.
E, de qualquer modo, aquela música do Largo é coisa de velhos.
Trajavam, claro, aquelas farpelas pretensamente distintas e académicas.
Bem podiam, antes, ter ido rastejar e levar porrada numa dessas praxes das quais tanto gostam, para ajudar a integração.




