CARTA DE LISBOA – E que tal uma promezinha para Lisboa – por Pedro Godinho

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Até agora só pelas transmissões televisivas ou radiofónicas acompanhava o festival musical dos concertos Promenade da BBC. Desta feita, uma deslocação a terras britânicas criou a oportunidade para assistir live.

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Este ano, os Prom estreavam a primeira dum concerto sob o lema Sports, com a orquestra a interpretar várias músicas, algumas acompanhas pelo coro, de algum modo associadas a eventos desportivos, onde couberam o Oh Fortuna, da Carina Burana,  passando ainda e entre outras por uma polka de Strauss, pelo You’ ll Never Walk Alone, adoptado pelo Liverpool e outros clubes de futebol e terminando com o ao We Are The Champions, dos Queen. As duas últimas entoadas por todos os presentes, mercê da distribuição prévia das respectivas letras pela organização.

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Os Prom são um grande evento de mobilização popular em torno da música, contagiantes a ponto de conseguirem levar mesmo os independentistas a acompanhar o imperial Rule Britannia tal é a energia e alegria com que as músicas são cantadas.

Se a Bretanha, que já foi Grã, realiza anualmente e sempre com qualidade, novidade e grande participação, a grande festa dos Proms, porque não pensar numa organização conjunta RTP/RDP e Câmara Municipal de Lisboa dum passeio musical de verão lisboeta, com as orquestras nacionais e em torno dos compositores portugueses – Bomtempo, Vianna da Motta,  Carlos Seixas, Correia de Araújo, Fernando Lapa, Frederico Freitas, Freitas Branco, Braga Santos, Lopes Graça, entre tantos outros.

E para aqueles que a divulgação de música clássica portuguesa, da cultura, não for motivo suficiente, as contas bem feitas certamente mostrarão o benefício económico para Lisboa e para o país duma Promenade portuguesa, quiçá alargada ao mundo de língua portuguesa.

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