EDITORIAL – O FUTURO DO PAÍS TAMBÉM PASSA PELAS UNIVERSIDADES

Deixemos um pouco as guerras, o que se passa pelo mundo e falemos do ensino logo editorialsuperior no nosso país. Tem sido criticado em várias frentes. Um dos assuntos é a avaliação das unidades científicas de investigação. Sobre isso, o reitor da Universidade de Lisboa fez várias críticas, considerando-a um erro político e que desde o início está mal conduzida.

A proposta de condenação a esta avaliação, apresentada pelo grupo parlamentar do Partido Socialista, chumbou com os votos contra do PSD e do CDS/PP.

Foi tornado público que o contrato entre a Fundação para a Ciência e a Tecnologia e a organização europeia, à qual delegou a avaliação dos centros de investigação portugueses , definia logo à partida que só metade deles iria passar à segunda fase. Será é isto legal? Assim, das 322 Unidades de Investigação, cerca de metade (154) poderão deixar de ter qualquer tipo de financiamento a curto prazo.

Por outro lado, o Sindicato Nacional do Ensino Superior está a pensar pedir a suspensão da avaliação aos centros de ciência e prepara outras iniciativas que poderão passar pelos tribunais, apresentando uma queixa ao Ministério Público, com base em erros grosseiros já detectados nas avaliações.

Pensando no positivo, temos a notícia de que a Universidade do Porto está no “top” 100 da Europa e “top” 200 do Mundo em duas áreas científicas (Engenharia e Urbanismo e áreas conexas). Mas é a única…..e a análise é feita por base indicadores de produtividade científica, nomeadamente a quantidade, a qualidade e o impacto internacional dos artigos científicos publicados pelos investigadores de cada universidade. Com os cortes em vista, certamente deixará de o ser.

Tentando lançar rebuçados ao povo, Nuno Crato anunciou que iremos receber um  financiamento de mil milhões de euros, até 2020, por parte da Comissão Europeia, correspondendo a quase o dobro do negociado para o período de 2007-2013.  Imediatamente as unidades de investigação disseram que é preciso saber como essa verba vai ser distribuída.

Lembramos os investigadores que se encontram em universidades estrangeiras, a dar o seu melhor e a chegarem a bons resultados, de que todo o mundo beneficiará e só se sente tristeza. Lembramos os jovens que apresentam invenções fora do país e que ganham prémios. A ciência também é importante para um país.

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