“Se eu fosse um líder árabe palestiniano, nunca assinaria um acordo com Israel. É normal, nós roubámos-lhes o país. É verdade que Deus no-lo tinha prometido, mas o que têm eles a ver com isso? O nosso Deus não é o deles. Houve o anti-semitismo, os nazis, Hitler, Auschwitz, mas foi culpa deles? Eles só vêm uma coisa: roubámos-lhes o país. Porque é deveriam aceitá-lo?”
David Ben Gurion, antigo primeiro ministro de Israel, citação de 1937
Israel não nega ter morto civis. A propaganda de Israel consiste em fazer-nos crer que esses palestinianos mortos queriam morrer como mártires e portanto que eles desvalorizam a própria vida, descrevendo esse povo como vivendo uma espécie de decadência cultural.
Este discurso de desumanização pretende privar os palestiananos do seu estatuto de vítimas.
Como potência ocupante da faixa de Gaza, Israel tem o dever de proteger os civis do território que ocupa. Não pode ocupar um território, negando-lhe o direito de autonomia e ao mesmo tempo declarar-lhe uma guerra. Esta declaração de guerra não é feita contra um Estado soberano, mas contra uma zona ocupada sob jurisdição de Israel. E as leis internacionais sobre a ocupação prevêm a protecção dos seus civis. Israel pretende que deixou a faixa de Gaza em 2005, e que portanto a sua ocupação terminou. Não é verdade, porque controla o seu espaço aéreo, as suas águas e os movimentos da sua população.
Partindo do principio que o Hamas utiliza a sua população como escudos humanos e que esconde sistematicamente o seu armamento em edifícios públicos, em menos de um mês de ataques Israel já destruiu: 4 000 casas, 5 hospitais, 6 clínicas, 64 mesquitas, 2 igrejas, 8 ministérios, 6 escolas da ONU, matou 1 400 palestinianos e feriu 8 000.
