FNDC – OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA – O PAPEL E A RESPONSABILIDADE DA MÍDIA DIANTE DO EBOLA – por LETÍCIA NUNES

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“A quantidade de cobertura da mídia que dois americanos infectados pelo Ebola receberam foi extraordinária. Talvez seja a maior atenção recebida por um estado de saúde na mídia moderna. Enquanto isso, na África, o surto atual de Ebola se espalha apesar dos esforços locais para controlar a doença, ressaltando nossa confusão entre ameaças de saúde reais e imaginadas”.

O trecho acima é o início de um artigo sobre o Ebola publicado pela Forbes, de autoria de Steve Brozak, presidente de um banco de investimento e empresa de pesquisa especializada em biotecnologia e na indústria farmacêutica. Brozak fala sobre o tamanho do surto: em apenas oito dias, entre 24/7 e 1/8, foram identificados 1.285 novos casos na África e 118 pessoas morreram vítimas da doença. Para além da ameaça real e assustadora do Ebola, no entanto, a primeira frase de seu texto enfatiza um fenômeno impulsionado pela mídia e alimentado pelas redes sociais.

É como resume a blogueira e escritora Leslie Savan em artigo na revista The Nation: “dar a uma doença o ‘tratamento O.J.’ é um sintoma de uma doença da mídia para a qual parece não haver cura”. Leslie se refere ao circo montado pela mídia dos EUA há 20 anos durante o julgamento do jogador de futebol americano O.J. Simpson, acusado de assassinar a ex-mulher.

Ver mais em:

http://fndc.org.br/clipping/o-papel-e-a-responsabilidade-da-midia-diante-do-ebola-937653/

E também:

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed811_o_papel_e_a_responsabilidade_da_midia_diante_do_ebola

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