EDITORIAL – UM POVO QUE ELEGE CORRUPTOS, NÃO É VÍTIMA – É CÚMPLICE!

 

 

392470_265834506868267_1519768491_nAdão Cruz, um argonauta da primeira hora, enviou-nos ontem esta fotografia que – imagem de palavras – não valendo talvez por mil, vale bem pela dezena de vocábulos que o cartaz contém, reforçando o sentido profundo que a frase encerra. Publicá-mo-la como alerta e voltamos a usá-la como ícone do nosso editorial de hoje. Porque, quando num café, num transporte público, na sala de espera dum centro de saúde, ouvimos cidadãos queixando-se da chamada política de austeridade e registando-se uma quase unanimidade de  rejeição das medidas utilizadas pelo poder para todos pagarmos uma dívida que alguns contraíram em nome da Nação, pergunta-se – «onde estão os eleitores desta coligação»? Se todos condenam esta gente, como pode depois haver quem vote nela?

 

 

Num artigo de Helena Pereira que hoje circula na rede, explica-se como se vence eleições nos partidos e ainda há dias falámos de como Ricardo Salgado financiou uma das campanhas de Cavaco Silva. Aqui fica o link para o esclarecedor artigo de Helena Pereira.

http://observador.pt/2014/08/22/passos-gastou-121-mil-euros-para-ser-lider-psd-e-4-mil-euros-para-ser-reeleito/

Temos entre nós quem entenda que as representações parlamentares dos partidos de esquerda, constituem uma forma de legitimação de um sistema político que se reivindica da democracia, mas que na realidade perverte as regras do sistema. Há quem seja da opinião de que é a única forma de na Assembleia da República se fazer ouvir “a voz dos que não têm voz”.

Como disse alguém, comentando as declarações de Helena Roseta sobre Relvas e Passos Coelho, em qualquer país tais declarações desencadeariam uma tempestade política. Os portugueses parecem achar normal o que é perfeitamente monstruoso.

Nós gostaríamos de, pelo menos, provocar um debate sobre o modelo de democracia que seguimos  e que, como vemos, serve para que os herdeiros do Estado Novo, usando  mecanismos legais, cometam ilegalidades e transformem uma democracia numa oligarquia, onde os interesses dos poderosos são defendidos por políticos sem escrúpulos – ou, talvez melhor – com um conceito de ética que é a antítese da ética.

O nosso forum está aberto a quem queira depor sobre este tema.

1 Comment

  1. *Por muito que se fale ,fica-se na mesma como a lesma -razão terá o big shot do BPI afirmar com uma grande lata que este Povo “AGUENTA !AGUENTA!-Maria *

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