2014: ANO EUROPEU DO CÉREBRO E DAS DOENÇAS MENTAIS – O QUEA NEUROCIÊNCIA VEIO AJUDAR A PERCEBER por clara castilho

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Decorre o Ano Europeu do Cérebro e das Doenças Mentais escolhido pelo Parlamento Europeu, considerando que se trata de um problema que poderá ter causas e tentativas de intervenção comuns a alguns países da Europa. Continuamos a reflectir sobre o assunto.

Foi só nos anos 70 que a neurocirurgia chegou à neurociência cognitiva, através de vários métodos, nomeadamente as ressonâncias magnéticas,

Fala-se, muitas vezes, indiscriminadamente de emoções e sentimentos mas António Damásio chama-nos à atenção de que são coisas diferentes.

Os sentimentos são ideias, é cognição, são ideias que temos sobre as acções, conscientes ou inconscientes. Cada pessoa “trabalha” inconscientemente sobre as emoções. A “base” dos sentimentos situa-se num local do  córtex  cerebral – a “ínsula”(Damásio, 2000).

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Mesmo quando pensamos que estamos decidindo aspectos da nossa vida, a própria emoção vai ter influência sobre a decisão. Daí não termos um controle completo sobre as emoções…

Os estudos de 2009 apontam para que a emoção, admiração, compaixão, dor mental e física são tão penetrantes como as do medo ou zanga. Até aquilo a que os neurologistas chamam as emoções “sociais” têm um recrutamento muito profundo. Todas estas emoções têm percursos fisiológicos semelhantes noutras espécies (macacos, lobos, mamíferos marinhos).

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O cérebro, quando a criança nasce tem cerca de 100 biliões de neurónios. Estão ligados por axónios, mas que anatomicamente não formam ainda uma rede. Cada célula é uma unidade independente. Para que um sinal nervoso “viaje” através do sistema, o axónio fabrica um produto químico (neurotransmissor) para fazer a ligação entre o emissor e o receptor de um nervo adjacente. Forma-se assim uma sinapse. Durante os primeiros 3 anos de vida, como resposta às estimulações do meio envolvente, cada célula nervosa, de uma criança normal forma 15.000 sinapses, num total de cerca de 1 000 triliões de sinapses, 400 por segundo durante o 1º ano de vida.

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Agimos automaticamente ao longo do nosso dia a dia, mas são estes aspectos que estão subjacentes, independentemente das pessoas que nos rodeiam. E esta parte, como já falámos ontem, vem fazer toda a diferença no tipo de respostas que damos, no que sentimos, na felicidade, saúde ou doença.

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