DIAS 5 e 6 de SETEMBRO, NA F. GULBENKIAN, “PUTO GALLO CONQUISTADOR”, UMA REFLEXÃO SOBRE O PROCESSO COLONIAL NO URUGUAI

 

 

O programa de Cultura Contemporânea, Futuro Próximo, dedicado à investigação e criação na Europa, em África, na América Latina e Caraíbas, tem levado a cabo diversas iniciativas, muitas delas nos últimos meses.

Já delas falámos, mas iremos continuar a anunciar mais algumas iniciativas.

Hoje, cabe a vez a Puto Gallo Conquistador, com coreografia: Tamara Cubas, dias 5 e 6 de Setembro às  21:00, no palco do Grande Auditório da Fundação Gulbenkian.

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Esta peça questiona, a partir do imaginário colectivo, o passado e o processo colonial no Uruguai, onde a população indígena e a sua língua foram extintos.

Numa história plena de lacunas e episódios não solucionados colectivamente, com versões que procuram dar significado ao seu presente terceiro-mundista e periférico, Tamara Cubas joga com a história preenchendo as suas lacunas, modificando e ficcionando sucessos, dando “cor” à precariedade que a história oficial relata. Procura narrativas a partir de um ponto de vista não ocidental, descolonizado e subalterno. Tamara Cubas é uma das mais luminosas coreógrafas da América Latina.

Coreografia: Tamara Cubas
Intérpretes: Santiago Turenne, Javier Olivera, Maite Santibañez, Sergio Muñóz, Natalia Viroga
Iluminação e cenografia: Leticia Skrycky e Santiago Tricot
Música: Ezequiel Rivero
Produção: Ignacio Fumero

Coprodução: Tamara Cubas e Programa Gulbenkian Próximo Futuro

 Nascida em 1972, Tamara Cubas vive no seu país natal, o Uruguai. É formada em Artes Visuais e Dança contemporánea, as suas criações cénicas têm uma importante marca visual. Nos últimos anos investiga sobre a memória e o passado recente, em diversos suportes (cénico, fotografia, vídeo, performance) situando-se na encruzilhada de várias gerações, e interrogando conceitos como O Coletivo, A Pátria e a ideia de Futuro. Recentemente tem trabalhado sobre o conceito de Multidão como forma de organização social e política, gerando um projecto cénico onde a relação com o “Poder” é o centro tanto no processo como na peça coreográfica. Este caminho percorrido situa-a agora num novo território de práticas descolonizadas, subalternas e não ocidentais.

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