É um livrinho, livrinho mesmo no nome, que encanta a pequenada que gosta de macaquinhos. De facto, os macacos são um dos animais preferidos das crianças, quando vão ao jardim zoológico. Eu própria gosto muito de toda a investigação que se relaciona com esta espécie e que, tantas vezes, nos deixa de boca aberta. Foi em 1978, a Livros Horizonte, ainda dirigido por Rogério Mendes Moura, publicou este livro. É escrito por Carlos Neves e ilustrado por Tossan.
Carlos Duarte Leonel Neves nasceu em Faro (1921- 1996). Licenciou-se em Ciências Matemáticas e em Engenharia Geográfica na Universidade de Lisboa, tendo desenvolvido a sua actividade profissional como meteorologista, desde a criação do Serviço Meteorológico Nacional, em 1946. Publicou o seu primeiro livro de poesia “Janela Aberta”, em 1940, mas é somente a partir de 1975 que escreve para crianças, contando com Tossan para ilustrar a quase totalidade destes livros. Os seus pequenos contos são divertidos e com uma boa dose de ironia acessível aos jovens leitores, mostrando as relações que se podem estabelecer com os animais e com a Natureza.
Tossan, de seu verdadeiro nome António Fernando dos Santos (1918-1991) , foi um pintor, ilustrador, decorador e gráfico.
A sua primeira obra como ilustrador foi a capa do livro «O Teatro dos Estudantes de Coimbra no Brasil». Entre 1961 e 1964, orientou os trabalhos gráficos da Embaixada do Brasil em Lisboa, cuja Biblioteca Sala Brasil decorou.
Na imprensa, foi um dos criadores do suplemento juvenil do Diário de Lisboa, que tanta importância teve num tempo ainda cinzento e colaborador do jornal humorístico O Bisnau.
O actor Mário Viegas, seu amigo, reuniu num documento, em 1992, poemas e textos de prosa inéditos para um espectáculo intitulado Tótó, que representou a solo, nesse ano. Apresentam-no como um conversador maravilhoso.
Marcou presença no programa “Zip-Zip”e foi muito amigo de António Aleixo, cuja obra ajudou a divulgar.
São Dez poemas divertidos e um conto que giram à volta de macacos. Um é estrela de um circo, outro foi astronauta. E transmitem-nos avisos: estar em paz com a Natureza, respeitando-a para que a possamos transmitir, intacta, às gerações futuras.