EDITORIAL – PORTUGAL-BRASIL UM “JOGO” QUE NÃO É DE FUTEBOL

Não sei se houve jogos futebolísticos, mas que há outros, há. “Jogo”, não no logo editorialsentido de andarmos brincar uns com os outros, porque nesse caso, o que é mesmo bom é “brincar” em conjunto. Mas “jogo” no sentido em que há um vai e vem, de um lado para o outro, nos vários aspectos da vida das pessoas.

O vai e vem começou por ser de subjugação, como sempre aconteceu. O Grito do Ipiranga, em 1822, levou o Brasil a nova forma de vida, dando início a uma libertação, ainda hoje não concluída, como mostra a luta dos índios, para quem o modelo de desenvolvimento actual desrespeita, desconsidera e pisoteia quem ousar não se inserir nesse contexto” ( Sonia Guajajara da APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), vivendo um momento dramático de ameaças, retrocessos, violações de direitos e violências brutais, resultado de interesses que não são só nacionais.

Mas foi e e é um vai e vem cultural, onde na literatura e a música, sobretudo, há uma troca cheia de amizade, admiração e frutos de mistura. Mas também na televisão e teatro – as famosas telenovelas que nos vieram encantar depois de 1974!

E é um vai e vem científico e também empresarial. É um vai e vem de pessoas que tentam melhor vida no outro país, ao sabor das condições sócio-económicas mais favoráveis em cada um.

A 5 de Outubro, uma data para nós especial, vai realizar-se no Brasil o 1º turno das eleições para eleger o presidente (ou a…) e vice-presidente da República, deputados federais, senadores, governadores e vice-governadores, deputados estaduais, numa forma eleitoral diferente da nossa. E, nós aqui, vamos seguindo as propostas dos candidatos, os recuos nas suas candidaturas e as projecções que se fazem. E iremos estar a torcer por um ou por outro…

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