Já aqui falámos da exposição patente na Fundação Gulbenkian que acabou ontem,”Artistas Comprometidos? Talvez”. Está Integrada no programa de Cultura Contemporânea, Futuro Próximo, dedicado à investigação e criação na Europa, em África, na América Latina e Caraíbas. Iremos falar de alguns dos artistas que a compõem.
Falemos, hoje, de Demián Flores.
É um artista mexicano, nascido em Oaxaca, em 1971, no México.Utiliza variados meios de arte. Através de pintura, serigrafia e outras técnicas, traz-nos as imagens da sua infância, relacionando-as com as da Cidade do México Moderna. Outra vertente é misturar imagens da cultura pop com as tradições culturais.
Ainda em criança, a sua fascinação pelas imagens levavam-no a estar desenhando várias horas por dia. Formou-se na Escola Nacional de Artes Plásticas e tem feito trabalhos e residências na Europa e nos Estados Unidos.
Associou-se em 2006 à Oaxaca Protests, organização que recebia ajuda de fundação Alfredo Harp Helú, para propagar a arte e programas educacionais. Colaborou com muitas publicações.
Em 2008, Flores criou uma nova organização “Taller Gráfica Actual”, na mesma cidade, com o objectivo de servir como um espaço experimental de formas tradicionais, como a litografia, a gravação e a serigrafia, mas com desenhos contemporâneos.
A sua presença em exposições é vasta, assim como os prémios que tem ganho. As suas pinturas têm tal qualidade que parecem sonhos e são misturas do passado com o presente, com guerreiros pré-hispânicos, figuras de fertilidade feminina, pirâmides,

