Ontem o parlamento europeu e o parlamento ucraniano votaram simultaneamente a celebração do acordo de associação entre a União Europeia e a Ucrânia. Vejam a notícia no Público:
Parece que no primeiro houve alguma oposição. No segundo a aprovação terá sido por unanimidade. Entretanto o parlamento ucraniano terá “adoptado” um projecto de lei que garante mais autonomia às regiões separatistas do leste, e marca eleições para 7 de Dezembro. Vejam a notícia:
Este projecto de lei visa obviamente contentar a Rússia. Entretanto vamos a ver se a paz precária que vigora neste momento perdurará. É sabido que há actores deste conflito que não aceitarão ficar em segundo plano. Se esses actores conseguirem boicotar as tréguas este projecto de lei poderá ainda não ser aplicado. Aliás, é duvidoso que “adopção” de um projecto de lei seja equivalente a aprovação desse mesmo projecto de lei. Talvez a comunicação social ainda nos traga esclarecimentos a este respeito.
Amanhã, deveria ser um dia de festa da democracia na Europa e no Mundo. Efectua-se o referendo sobre a independência na Escócia. Contudo, o establishment britânico tem andado a borrar a pintura, permitam-nos a expressão, procurando assustar as pessoas com toda a espécie de fantasmas. Parece que alguns independentistas já aceitam que a Escócia continue sob o chapéu, perdão, a coroa, da rainha. Seria como se saíssem do Reino Unido para ficarem na Commonwealth. Entretanto, Georges Monbiot, em The Guardian, chama a atenção para as desvantagens com que os partidários da independência têm competido na campanha para o referendo, ao nível da comunicação social. Apenas um jornal, o Sunday Herald, apoia a causa da independência, tanto na imprensa local, regional ou nacional. Entretanto, um editorial do Telegraph chega a comparar Alex Salmond a Robert Mugabe. Leiam How the media shafted the people of Scotland em: