“LISBOA NA RUA” ACABA DIA 20, ÚLTIMOS ESPECTÁCULOS por Clara Castilho

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É uma organização da EGEAC, que se prolongará até 20 de Setembro, sempre com entrada gratuita e de que iremos dando notícias. Considerando que Lisboa na Rua é a resposta da cidade à cidade-porta, à cidade-ponte, balançando entre muitos continentes, onde civilizações, milénios e memórias convergem numa pele de muitas camadas, o espaço público torna-se o meio natural e privilegiado da comunhão e fruição culturais.

Dia 20, poderão ver:

 No Largo do Intendente, ao longo do dia

O Largo Residências apresenta, a propósito das Experiências do Lugar, um conjunto de actividades que ao longo do dia contextualizam a sessão de cinema da noite. Um evento sócio-cultural para todas as idades, criadas em torno do universo artístico da grande coreógrafa Pina Bausch. O

 Largo do Intendente, deixa de ser Pina Manique por um dia, para ser o Largo do Intendente Pina Bausch, onde poderão ver e experimentar alguns excertos dos seus espectáculos.

“Entre mesas e cadeiras desertas, um corpo vestido de branco. Atravessa o espaço de olhos cerrados e lança-se contra a parede cinzenta.” – Pina Bausch

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22 H.

Outside, Sérgio Cruz,  Portugal, 2008.

Outside, de Sérgio Cruz, é o resultado de uma residência artística em Pequim, é o diário filmado de um período de um mês (Setembro de 2007) observando as ruas da cidade chinesa de Pequim, onde uma intensa vida cultural aflora a cada esquina. Numa clara transição do antigo para o moderno, a cidade prepara-se a ritmo acelerado para receber os jogos olímpicos 2008.

Pina, Wim Wenders, Alemanha, 2011, 103’, documentário – em 3D, m/6

Pina, de Wim Wenders, é um filme para Pina Bausch, com o Tanztheater Wuppertal, sobre a obra única da extraordinária coreógrafa alemã que morreu em 2009. É uma viagem sensual e deslumbrante através das coreografias dançadas no palco e em locais da cidade de Wuppertal – cidade que durante 35 anos foi a casa e o centro de criatividade de Pina Bausch.

Versão original em alemão com legendas em português
Levantamento de óculos 3D no Largo de residências, mediante apresentação de documento de identificação.

 

Pavilhão de Portugal (Pala), Parque das Nações, 19 h

O Alis Ubbo Ensemble é uma formação recente no panorama cultural português, que pretende explorar diversos trilhos artísticos, incluindo a interacção entre várias formas de arte, alcançando assim um público generalizado e transversal. A primeira apresentação realizou-se no jardim das oliveiras no CCB, rodeado de crianças que escutaram uma versão das Quatro estações de Vivaldi para quarteto de cordas, narração e apresentação de ilustrações, tendo como pano de fundo o rio Tejo. A designação deste agrupamento homenageia Lisboa: Alis Ubbo é uma das primeiras denominações da cidade. Este ensemble já participou em concertos promovidos pela antena 2, tendo também gravado para esta estação de rádio e para a RTP. Em abril de 2013, estreou-se nos dias da Música em Belém, executando com sucesso, o Quinteto de Cordas de A. Bruckner. Regressou a este importante festival em Maio de 2014. No início de 2014, actuou pela primeira vez no Museu Calouste Gulbenkian, num programa em colaboração com o ilustrador Manuel San Payo, com assinalável sucesso. esta formação também já se estreou nos Coliseus, de Lisboa e Porto, colaborando em projetos de world music. Teve também o privilégio de partilhar o palco com personalidades artísticas tão marcantes como Ana Bela Chaves, Mário Laginha, João Paulo Santos, Nuno Inácio, Nuno Silva, Teresa Macedo e ainda os fadistas Hélder Moutinho, Pedro Moutinho e Camané. Colaborou também com o escritor José António Abad Varela e com os ilustradores Emilio Urberuaga e Manuel San Payo.

HOMENAGEM A ASTOR PIAZZOLLA – OBRAS DE PIAZZOLLA, ENTRE OUTROS

O Alis Ubbo Ensemble presta, neste programa, homenagem a um dos músicos mais relevantes do século XX:  Astor Piazzolla, levando-o às ruas de Lisboa. Personagem ímpar na História da Música, Piazzolla levou para o tango tradicional influências da música erudita e do jazz. Assim, celebra-se o Homem que disse um dia: “a música é mais que uma mulher, porque da mulher podes divorciar-te, da música não. Uma vez que te cases, é teu amor eterno para toda a vida e vais para o túmulo com ela.”

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