Está hoje a realizar-se, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, a comemoração dos vinte anos da adopção de um acordo pioneiro conhecido como Programa de Acção da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (ICPD) (Programme of Action of the International Conference on Population and Development), preparando o Congresso a realizar no ano que vem.
A importância deste facto, é que se passou a olhar o desenvolvimento sustentável de uma outra forma. Ao invés de uma visão redutora em que se olhava para o crescimento da população vendo esta só como números, os direitos humanos passaram a estar no centro da legislação. As preocupações principais passaram a ser os direitos e liberdades fundamentais das mulheres e raparigas a terem controlo sobre as suas vidas sexuais e reprodutivas.
Durante estes anos, governos de todo o mundo e a sociedade civil chegaram à conclusão de que a justiça social e na igualdade se encontrava subjacente a qualquer medida que se pudessem implementar. Se há mortes diárias de mulheres e raparigas, devido a casamentos infantis e más condições de seguimento das gravidezes, se há mulheres que não podem implementar um planeamento familiar, se há mulheres que têm que recorrer ao aborto sem boas condições sanitárias e sem terem medo das suas consequências, se não há medidas para impedir que sejam infectadas pelo HIV, se…. como pensar a população mundial?
No ano de 2000, 189 estados membros acordaram em ajudar os países mais pobres de forma a que, no ano de 2015, se pudessem atingir objectives que correpondessem a estas questões. São Co-Chairs do Grupo de Alto Nível para a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (High-Level Task Force for the International Conference on Population and Development) JOAQUIM CHISSANO e TARJA HALONEN, ex-presidentes de Moçambique e da Finlândia.
E que tem isto a vem com saúde mental? Tem tudo. Como está o estado emocional destas mulheres? Que vinculação afectiva podem fazer com seus filhos? Quem trata dos seus traumatismos?