EDITORIAL –  COMO VAI O NOSSO PAÍS

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É já no próximo domingo, 28 de Setembro, que se realizam as eleições directas no PS. Acontecimento muito badalado e comentado, tem sido tratado como de importância nacional. Na realidade, é apenas um degrau para a tomada do poder. Obviamente que é assim que pensam os dois candidatos. O que é natural, dirá muita gente. O PS é um partido grande, e tem a obrigação de tentar subir ao poder, dirão ainda. O problema é que a luta interna pelo poder não tem corrido da melhor maneira, acrescentarão outros.

O duelo Costa/Seguro (nomes dispostos por ordem alfabética) é um duelo pessoal. É altamente duvidoso que qualquer deles, se chegar a primeiro ministro, consiga fazer a diferença para melhor que os actuais governantes. Nenhum terá apoios, nem mesmo disposição sincera, para isso. Portugal com a política que desenvolveu nas últimas décadas, sobretudo desde a ascensão de Cavaco Silva ao poder, deixou-se cair na teia da União Europeia/FMI/sistema financeiro internacional, e agora que possibilidades tem de remar contra essa pesada teia? Esta constitui um grande fardo, mas contudo há que o fazer. À sua maneira, tem que conquistar a sua autonomia. Contudo, não parece que Costa ou Seguro estejam para aí virados. Muito menos Passos/Portas, ou qualquer substituto que venha destas paragens.

Claro que o nosso país não pode dar largas a aventureiros ou demagogos. Urge fazer opções grandes, mas com o pleno conhecimento do povo. E a sua participação activa no formular e desenvolvimento dessas opções. Como, por exemplo, na questão da reestruturação da dívida ou da saída do euro. São questões essenciais, seja qual for o prisma por que se encarem.

 

 

 

 

1 Comment

  1. Somando as parcelas, nem PS (Costa ou Seguro) nem AD (Passos ou Portas), nem populistas (Marinho e Pinto), fica, portanto o PCP e o BE, que não se entendem, e a grande reforma nacional será feita pelo PCP, com menos de 15% de apoio, ou por um partido a criar, ainda secreto, que levará à participação de TODO o povo, na tomada de grandes decisões nacionais. Afinal, quem liderará a reconstrução da dívida ou a hipotética saída do euro? Será que me escapou alguma coisa?

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