FRATERNIZAR – por Mário de Oliveira

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Salmo 107 O Deus dos sacerdotes é o tentador-mor(De “O Livro dos Salmos Versão Terceiro Milénio”Pe. Mário de Oliveira, Eddium Editores, Novº 2012)1 No Teu ilho muito Amado, Jesus, o filho de Maria,podemos, finalmente, experimentar-Te, Deus Abba-Mãeque nunca ninguém viu, tão pouco, pode manipular.2 Habitas-nos, mais íntimo a nós, que nós próprios,para sermos/vivermos na história, como se não existisses.Invocar-Te, para que nos livres de situações embaraçosas,é uma tentação, a que sempre havemos de resistir.Salmo 107 O Deus dos sacerdotes é o tentador-mor(De “O Livro dos Salmos Versão Terceiro Milénio”Pe. Mário de Oliveira, Eddium Editores, Novº 2012)1 No Teu filho muito Amado, Jesus, o filho de Maria,podemos, finalmente, experimentar-Te, Deus Abba-Mãe que nunca ninguém viu, tão pouco, pode manipular.2 Habitas-nos, mais íntimo a nós, que nós próprios,para sermos/vivermos na história, como se não existisses.Invocar-Te, para que nos livres de situações embaraçosas,é uma tentação, a que sempre havemos de resistir.Salmo 107 O Deus dos sacerdotes é o tentador-mor(De “O Livro dos Salmos Versão Terceiro Milénio”Pe. Mário de Oliveira, Eddium Editores, Novº 2012)1 No Teu filho muito Amado, Jesus, o filho de Maria,podemos, finalmente, experimentar-Te, Deus Abba-Mãe que nunca ninguém viu, tão pouco, pode manipular.2 Habitas-nos, mais íntimo a nós, que nós próprios,para sermos/vivermos na história, como se não existisses.Invocar-Te, para que nos livres de situações embaraçosas,é uma tentação, a que sempre havemos de resistir.

3 Tudo, ou quase tudo, o que se diz de Deus, nos salmos da Bíblia, é do Deus Ídolo dos sacerdotes que se diz. Não de Ti, Deus Abba-Mãe de todos os povos, que Te dás a conhecer em Jesus, o Teu Filho muito Amado, o mesmo que os sacerdotes e o império matam na cruz. 4 Quando andamos perdidos na vida, é quando mais o tentador/sacerdote bate à porta, a dizer, “Pede a Deus que te livre da aflição”. E quem se deixa ir por ele, fica, logo, refém dele para o resto da vida.
5 O Deus dos sacerdotes é o tentador-mor dos povos.O mais perigoso. Quer-nos seus súbditos. Ou lhe resistimos, por toda a vida, e somos progressivamente Eu-sou,
ou ficamos reféns dele, cada vez mais manipulados.  Nas aflições e nas angústias, afasta-te para bem longe dos templos e dos sacerdotes. E vai buscar forças dentro
de ti, onde nem tu própria, tu próprio, sabes que as tens.7 Deste modo, cresces, de dentro para fora, em humano.E quanto mais humano, solidário, a  mnifragilidade em pessoa e a liberdade-humana-sempre-em-construção. 8 E do mais íntimo de ti, levanta-se um sussurro de ternura e de energia maiêutica que te faz sorrir e cantar, quase voar. 9 Dás-te conta que a vida que vives é um dom. Aconteces na história, sem que saibas como. Experimentas-te mistério fragilidade. Por isso, sempre tentado a fazeres-te Poder.  A tentação aloja-se no teu cérebro e recorre a múltiplas linguagens, qual delas a mais sedutora e convincente. Auto-compreendes-te como um ser humano inacabado, ainda e sempre, em construção.11 Olhas à tua volta e tomas consciência de que estás quasesozinha, sozinho, no empenho de crescer de dentro para fora. A esmagadora maioria em teu redor prefere a via larga da descriação humana, feita de idolatria, a religiosa e a ateia. 12 É então que entras no mais íntimo de ti, e te experimentas omnifragilidade, e te aceitas, tal e qual te experimentas, com alegria e gratidão. E o tentador tem de bater em retirada, porque recusas, uma e outra vez, dar ouvidos ao sacerdote-pastor e ao seu Deus Ídolo. 13 Nas aflições e nas angústias, afasta-te para bem longe dos templos e dos sacerdotes. E vai buscar forças dentro de ti, onde nem tu própria, tu próprio, sabes que as tens. 14 Enfrentas, desarmada, desarmado, menina, menino, a idolatria do dinheiro e da religião. Ela parece luz, mas é treva. A treva! Parece a realidade/verdade, mas é nada/mentira. O nada/mentira!
15 E do mais íntimo de ti, levanta-se um sussurro de ternura e de energia maiêutica que te faz sorrir e cantar, quase voar.16 Perante a força da tua omnifragilidade desarmada e lucidez de menina, menino, desfazem-se em pedaços os blindados do império e as sumptuosas catedrais das igrejas-religiões. 17 Enfurecidos por te perceberem diferente, fiel à tua matriz,os sacerdotes passam ao ataque, na esperança de que, finalmente, te rendas ao seu Poder sacerdotal.
18 Todos os meios são bons para eles, desde que consigamquebrar a tua resistência desarmada e destruir a tua lucidezde menina, menino.19 Nas aflições e nas ngústias, afasta-te para bem longe dos templos e dos sacerdotes. E vai buscar forças dentrode ti, onde nem tu própria, tu próprio, sabes que as tens.20 De cada ataque que os sacerdotes te movem, sais mais fortalecida, fortalecido, e eles amaldiçoam teu nome perante os povos, seus súbditos. 21 E do mais íntimo de ti, levanta-se um sussurro de ternura e de energia maiêutica que te faz sorrir e cantar, quase voar. 22 Os sacerdotes/pastores, já sem saberem mais que fazer, rezam missas ao seu Deus, ou promovem correntes de oração para que a tua vida se transforme num inferno.23 Multiplicam os pedidos ao seu Deus Ídolo, na esperançade que os oiça e te castigue com toda a espécie de doenças e desaires, os maiores e os mais pequenos. 24 Mas até as doenças, que porventura venhas a conhecer, como qualquer dos seres humanos, sacerdotes incluídos, tu as encaras como outros tantos desafios, a enfrentares com a força da tua omnifragilidade humana. 25 Em lugar de fazeres como os súbditos dos sacerdotes,que pedem a Deus a cura e fazem promessas, as mais absurdas, tu apostas tudo na força que vem de dentro de ti.26 De modo que até os profissionais de saúde que venham a entrar no teu caminho, são apenas como a parteira, na sua relação clínica contigo. 27 Sabes que é, sobretudo, nesses momentos, que tens de ser tu a conduzir o processo da tua vida, maieuticamente coadjuvada, coadjuvado pelos profissionais de saúde. Nunca substituída, substituído por eles. 28 Nas aflições e nas angústias, afasta-te para bem longe dos templos e dos sacerdotes. E vai buscar forças dentro de ti, onde nem tu própria, tu próprio, sabes que as tens. 29 Com o teu exemplo de verticalidade e de verdade, que só a omnifragilidade humana desarmada faz emergir na história,até os profissionais de saúde se tornam mais humanos.30 Alegram-se contigo e agradecem-te por seres assim,tão sem Deus, o dos sacerdotes, e tão com Deus Abba-Mãeque nunca ninguém viu e jamais pode manipular. Apenas podemos deixar, como Jesus incondicionalmente deixa, que Ele seja activo em cada uma, cada um de nós! 31 E do mais íntimo de ti, levanta-se um sussurro de ternura e de energia maiêutica que te faz sorrir e cantar, quase voar. 32 Os sacerdotes que vivem em exclusivo para aqueles cultos religiosos e aqueles rituais nos templos e nos altares, sempre com o nome de Deus na boca, não podem entender esse teu fecundo viver-com-Deus-sem-Deus! 33 És, para eles, o escândalo em pessoa, que não podem suportar. Formatados para aquelas funções religiosas, não podem suportar que alguém consiga viver sem eles e sem os seus serviços religiosos. 34 Ainda se tu te dissesses ateia/ateu, agnóstica/agnóstico,custar-lhes-ia, à mesma, mas não tanto. O que os deixa em estado de desespero, é esse teu viver menina, menino, com Deus-sem-Deus.35 Aos olhos deles, é um viver em deserto. E nisso acertam.Só não conseguem entender como é que semelhante desertoé imensamente fecundo m frutos de vida com dignidade. 36 Acabas por ser, nas suas cidades, cheias de feéricas iluminações que encandeiam/cegam as populações, uma cidade outra, cuja luz vem do mais íntimo de ti e te faz próxima, próximo, irmã, irmão das, dos demais.37 Poucas são as pessoas que te acolhem e te fazem sentar às suas mesas, a partilhar com elas a palavra, o pão, projectos e afectos que, para se poderem desenvolver na história, carecem de um clima de intimidade/clandestinidade. 38 Aquelas poucas pessoas que acolhem esse teu viver-com-Deus-sem-Deus, e se deixam edificar/abençoarpela tua omnifragilidade humana desarmada, sofrem, entro,um abalo sísmico antropológico-teológico e nascem de novo.39 Experimentam-se próximas de todos os povos, mas aindae, por muito tempo, na condição de recém-nascidas. Não mais frequentam os sacerdotes, nem os seus cultos de idolatria.40 Sabe-lhes, porém, a pouco o ateísmo. Embora o ateísmo traga com ele todos os benefícios, próprios de quem se afasta dos sacerdotes e do seu Deus Ídolo, acaba por ficar a meio do caminho, sem audácia para ir até ao limite e para lá do limite. 41 E nada pior do que ficar a meio caminho. É nessa situação, que o tentador despe as tradicionais vestes de sacerdote e apresenta-se-lhes vestido de Poder financeiro, sedutor. 42 E quem se encontra acomodado, a meio caminho, deixa-se facilmente seduzir. Continua a dizer-se ateia/ateu, mas sódo Deus dos sacerdotes, porque incondicional adoradora, incondicional adorador do Deus Poder financeiro.43 Quem quiser ser sábia, sábio, neste terceiro milénio,já não lhe basta ser ateia/ateu do Deus dos sacerdotes. Ou se faz pobre por opção/convicção, por toda a vida,e cresce, imparável, em humano, outra, outro Jesus, ou acaba caída, caído, na pior idolatria, a do Poder financeiro.

https://www.youtube.com/watch?v=BV_QByFKwiE

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