A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

Em 26 de Setembro de 1795, nasceu em Santarém, Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo, que viria a ser o Marquês de Sá da Bandeira, um dos políticos mais importantes do regime constitucional resultante da Guerra Civil (morreu em Lisboa em 1876). Combatente liberal, esteve sitiado durante o Cerco do Porto. Perdeu o braço direito num combate no Alto da Bandeira, em Vila Nova de Gaia. Após a Revolução de Setembro de 1836, tomado o poder pelos setembristas, Sá da Bandeira foi nomeado ministro do Interior. Quando da Belenzada, tentativa contra-revolucionária de levar ao poder a facção cartista, sendo o golpe esmagado, foi a rainha D. Maria II, sua inspiradora, obrigada a nomear Sá da Bandeira como presidente do Conselho. Juntamente com Passos Manuel iniciou um programa de reformas tendo em vista o progresso do País — declarou abolida a escravatura nas colónias portuguesas (na metrópole havia já sido abolida antes). No ano seguinte, desencadeou-se a Revolta dos Marechais Saldanha e Terceira contra o seu governo, mas Sá da Bandeira conseguiu fazer.lhe face. Em 1842, com o golpe de Costa Cabral, acabou o chamado período setembrista.
O rotativismo deixou um virus adormecido até M Soares declarar que a sua versão actualizada de 2 partidos a constituirem o “asco do poder” em alternância e transumância ser o melhor sistema de governação para Portugal (que ele antevia dissolvido na europa dos grandes capitalistas seus compagnons de route). Hoje é o que se vê: os esquemas de compadrio e corrupção habitam na tríade mafiosa do ppd/cds/p”s” e levaram o país à subserviência/dependência feito colónia de entidades não eleitas e profundamente não democráticas.
Triste sorte nos legou o rotativismo, fase da vergonhosa decadência da monarquia bacoca e de confessionário da casa dos braganças.