No dia 21 de Setembro, chefes de estado reuniram-se em Nova York para participar de uma conferência climática histórica. Mais de 120 chefes de Estado e de governo participaram procurando dar um novo impulso às negociações internacionais para limitar o aquecimento global, antes da conferência crucial de Paris, em 2015.
Está previsto que nesta reunião anúncios de compromissos que facilitarão finalmente a obtenção de um acordo concreto na conferência de 2015, algo que não aconteceu em Copenhague-2009.O objetivo das negociações é limitar o aquecimento global a dois graus Celsius com relação à era pré-industrial. Caso seja alcançado um acordo em Paris, ele entrará em vigor até 2020.
Foram convocadas manifestações em vários locais do mundo. Em Nova York, pretendeu-se realizar uma mobilização climática sem precedentes – em termos de tamanho, beleza e impacto. De facto, considera-se que se ultrapassaram todas as expectativas, dado que mais de 675 mil de nós foram às ruas.
Pediam-se Ações, Não Palavras [Action, Not Words]: Ações necessárias para criar um mundo com uma economia que funcione para as pessoas e para o planeta – agora. Em suma, um mundo livre dos estragos das mudanças climáticas. tomar as atitudes necessárias para criar um mundo com uma economia que funcione para as pessoas e para o planeta – agora. Em poucas palavras, nós queremos um mundo livre da destruição causada pelas mudanças climáticas.
Foi lançada a plataforma online da Mobilização Climática dos Povos (http://peoplesclimate.org/) como parte de um apelo global que coincidirá com a Marcha Climática dos Povos.
A plataforma web lançada serviu como um ponto focal para mobilizações que foram planeadas globalmente e como uma plataforma aberta onde qualquer pessoa, em qualquer lugar, será capaz de cadastrar um evento local e também poderá encontrar materiais auxiliares on-line em vários idiomas.
Manifestações, comícios e eventos ocorreram em Nova Déli, Jacarta, Londres, Rio de Janeiro, Berlim e Paris. Na região de Lisboa também se realizaram nove ações, entre marchas, no Rossio, “Lisboa Ciclável” no Terreiro do Paço, no Porto duas iniciativas, e Braga, Coimbra, Leiria, Lagos, Tavira ou Faro foram outras cidades que constaram do roteiro da Peoples Climate.
Juntamente às mobilizações globais, uma delegação de líderes de base formada por pessoas vindas de diversos países esteve presente em Nova York para garantir que vozes vindas de movimentos e campanhas ao redor do mundo serão ouvidas, dando ênfase aos actuais esforços que servirão para lançar uma série de mobilizações depois de Ssetembro.
A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 38 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. (“Avaaz” significa “voz” e “canção” em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas. O jornal inglês The Guardin afirmou que foi “um triunfo de organização” para a Avaaz,e a BBC que “as mobilizações levaram mais pessoas às ruas do que jamais visto, graças ao site Avaaz.”


