Esta rubrica de José Brandão, que ainda não não fora retomada depois das férias, regressa amanhã com a série A Noite Sangrenta, um dos mais trágicos acontecimentos que, ao longo de nove séculos, a História de Portugal regista.
Paralelamente à História, disciplina científica baseada em documentos, apoiada nas chamadas fontes – primárias sempre que possível – ou seja testemunhos documentais de coevos – ao lado desse edifício que se quer tão sólido quanto possível, existem os mitos, as lendas, episódios que podem não ter acontecido, mas que se enraizaram no imaginário popular, levando muitas vezes de vencida a tal verdade que os historiadores vão descobrindo. De segunda a sexta-feiras à 17 horas, o historiador José Brandão irá cotejar mito com realidade. Por exemplo, os costumes portugueses serão tão brandos como se diz? Lisboa em 1921 – uma cidade louca para os padrões austeros de um país onde imperava a moral católica – o Repórter X, Alves dos Reis, Fernando Pessoa, Almada Negreiros. Subitamente, uma tragédia abate-se sobre o País e sobre República…