O OE, por agora, ainda só vai no adro. A doer, e de que maneira, é em 2015. Não é por acaso que o futebol dos milhões já está aí em força, a desviar as atenções das populações, suas reiteradas vítimas. Trata-se de um OE concebido e preparado ao milímetro para esconder da Comissão Europeia e do país, os truques e as armadilhas com que o Governo PP-PC tem conseguido enganar uma e outro. Quem já está a rir baixinho, é o dr. Paulo Portas, o derrotado vitorioso. Tudo é encenado para nos distrair do essencial. Até comentadores, economistas, deputados embarcam como patinhos naquele emaranhado de números, e passam horas e semanas a debatê-lo, como se o que lá está correspondesse à realidade. A realidade, senhores, é o dia-a-dia das populações. Contra as quais este OE foi concebido e vai ser aprovado pela maioria no Parlamento, com o inútil voto contra dos partidos da Oposição. Tudo em conformidade com a Lei! Todos parecem ignorar que este Governo é virtual, desde o primeiro dia. Ter Governo e ter um conjunto de robots é a mesma coisa. Desde o 1.º primeiro-ministro aos outros ministros e secretários de estado, todos estão lá como se não estivessem. Vivem completamente desfazados da realidade, do país, das populações. O mesmo se diga dos deputados. Uns e outros são homens e algumas mulheres acomodados às suas rotinas, aos seus privilégios, de todo estranhos às populações. Enchem os telejornais com suas mentiras, seus delírios, seus previsíveis protestos. Dizem uma coisa, mas a realidade é outra. São apupados ou tolerados nas ruas e elogiados nas sessões e comícios onde vão botar discurso, perante salas cheias de eunucos com cara de figurantes, como os dos programas da manhã e da tarde das tvs, da nossa vergonha. Entre estes ministros/deputados, e os clérigos/pastores de igrejas cristãs, venha o diabo e escolha. Uns e outros só se dão bem com os conceitos. Todos odeiam a realidade, sem nunca se fazerem próximos dela, mão-na-mão. Nem o diabo quer nada com este tipo de seres, de tão repelentes que são. Ou as populações acordam, auto-organizam-se e tomam em mãos os seus próprios destinos, ou acabam piores que eles!
22 Outº 2014

